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Caso Anália: julgamento do ex-companheiro é marcado para o final de março

A Lei Márcia Analia exige atestado de antecedentes criminais para ocupar cargos públicos municipais e homenageia vítima de feminicídio em Parnamirim.
Foto: Reprodução/YouTube TV Ponta Negra

Após quase um ano da morte da jovem Márcia Anália, 24 anos, o ex-companheiro, Josué Viana, que confessou o crime, será julgado, em júri popular, no próximo dia 31 de março. O crime ocorreu na madrugada do dia 24 de abril de 2024, no bairro Santa Tereza, em Parnamirim.

Segundo a família de Anália, Josué premeditou o assassinato e esfaqueou Márcia 38 vezes enquanto ela dormia. Após o crime, ele ficou foragido por dois dias, mas foi preso na cidade de Mamanguape, na Paraíba.

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O advogado da família de Anália, Zico Moura, explica que o processo de conhecimento, no qual Josué foi pronunciado, sendo, então, marcada a sessão do Tribunal do Júri para às 8h45 do dia 31 de março.

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No Tribunal, o réu será submetido ao plenário para que os jurados possam julgá-lo pelo crime de feminicídio.

Ainda na sessão, serão ouvidas testemunhas que conviveram com o casal e presenciaram violências psicológicas que a vítima sofria por parte do ex-companheiro.

“A tese de defesa dele (Josué) é muito vaga. Segundo ele, teria agido em legítima defesa”, relata o advogado da família.

O corpo da jovem foi encontrado por Valéria Felizardo, mãe da vítima. Anália estava de bruços em um quarto da casa, vestindo apenas uma camisa e sem roupas da cintura para baixo, uma cena que, segundo Valéria, nunca irá esquecer. “Quando eu abri a porta do quarto, estava a porta fechada, o ventilador ligado, a minha filha estava de bruços, num cenário de terror de verdade, toda esfaqueada, a maioria das facadas na garganta, que era para ela não gritar”, conta a mãe da vítima.

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Ainda de acordo com Valéria, desesperada, ela chegou a tentar acordar a filha, mas Anália já estava morta.

Para Valéria, o momento do julgamento era aguardado há muito tempo. Emocionada, a mãe de Anália, em entrevista à TV Ponta Negra, fez agradecimentos à emissora que tem acompanhado o caso desde o início, ao advogado, ao clamor social por justiça, além do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e ao Tribunal de Justiça do RN. “Minha expectativa para o júri é que Deus chegue com providência nos corações dos jurados para que ele seja condenado porque Josué Viana condenou a minha filha”, desabafou.

Ainda segundo o advogado, a expectativa é de que o julgamento possa ser concluído até o início da noite do 31 de março.

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