A Petrobras testa resposta a incidentes ambientais neste domingo (24), na Bacia da Foz do Amazonas, região conhecida como Margem Equatorial. O exercício faz parte da avaliação pré-operacional (APO), última etapa para a obtenção da licença ambiental junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
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Durante a APO, a Petrobras testa, na prática, a efetividade do seu plano de emergência. O simulado avalia a agilidade de resposta em caso de derramamento de óleo, a eficiência dos equipamentos e o cumprimento dos prazos de atendimento à fauna. Também são verificadas a comunicação com autoridades e a coordenação com equipes técnicas.
Mais de 400 pessoas participam do exercício. A estrutura inclui uma sonda, três helicópteros, seis embarcações equipadas para contenção de óleo, um avião e duas unidades de atendimento à fauna. Além disso, mais de 100 profissionais especializados em proteção animal, entre veterinários e biólogos, atuam diretamente nas operações.
Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a estatal levou ao Amapá “a maior estrutura de resposta a ocorrências já mobilizada pela companhia”.
Nova fronteira energética
A Margem Equatorial é vista como a nova fronteira da indústria do petróleo. Descobertas recentes na Guiana, Suriname e Guiana Francesa reforçam o potencial da região. No entanto, ambientalistas demonstram preocupação com possíveis impactos ao meio ambiente.
Em maio de 2023, o Ibama negou licença em outras áreas da Foz do Amazonas. Agora, a Petrobras insiste que a exploração é estratégica para reduzir dependência externa. Como resultado, a empresa pressiona pela autorização, já que a espera custa cerca de R$ 4 milhões por dia.
Por outro lado, entidades científicas pedem mais estudos. No início de agosto, a Academia Brasileira de Ciências recomendou pesquisas adicionais antes da perfuração.






















































