Meio Ambiente

Carta final da COP30 pede que Belém marque novo ciclo de ação

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A carta final da COP30, divulgada neste sábado (9) pelo presidente-designado da Conferência, embaixador André Corrêa do Lago, convoca os países a transformar a cidade de Belém no símbolo de um novo ciclo de ação climática. No documento, publicado às vésperas do início das negociações, o diplomata reforça que a humanidade precisa escolher a cooperação e a coragem diante da crise ambiental que ameaça o planeta.

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Corrêa do Lago destacou que a COP30 pode ser o marco de um recomeço, capaz de restaurar a aliança entre gerações e com a própria Terra. Segundo ele, é chegada a hora de “virar o jogo na luta climática” com responsabilidade e solidariedade entre as nações.

Além disso, o embaixador lembrou que o evento em Belém representa a continuidade do processo iniciado na ECO-92, no Rio de Janeiro. “Em Belém, honraremos a capacidade de nossa espécie de cooperar, renovar-se e agir em conjunto diante da incerteza”, escreveu.

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Belém deve simbolizar nova fase da cooperação internacional

Na carta final da COP30, Corrêa do Lago ressaltou que o objetivo é consolidar uma agenda global de mudanças baseada na união e no multilateralismo. Ele destacou ainda a importância de que os quase 200 países participantes “evoluam como uma equipe coesa”, capaz de transformar as negociações em “um laboratório de soluções”.

O documento também reforça as prioridades centrais para o encontro: reforçar o regime climático, conectar o debate à economia real e acelerar a implementação do Acordo de Paris. “Com esta décima carta, concluo um ciclo de palavras para que o mundo abra um ciclo de ação; estamos quase lá”, afirmou o embaixador.

As negociações da COP30 começam nesta segunda-feira (10), com foco nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) — compromissos de redução de emissões de gases de efeito estufa. O Brasil, por exemplo, pretende cortar entre 59% e 67% de suas emissões até 2035.

Atualmente, 79 países já apresentaram suas metas, representando 64% das emissões globais. Os 118 restantes ainda não divulgaram seus compromissos, o que deve ser pauta central das discussões em Belém.

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