Justiça

COP30 cita afrodescendentes em documentos oficiais

Segundo dia da Cúpula do Clima reúne chefes de Estado em debates sobre transição energética e metas do Acordo de Paris.

A COP30 afrodescendentes entrou para a história ao citar o termo de forma inédita em quatro documentos oficiais aprovados na conferência encerrada no sábado (22), em Belém. Desde já, o reconhecimento reforça debates sobre justiça climática e destaca grupos vulneráveis entre as prioridades globais. Além disso, a inclusão ocorre logo após o Dia da Consciência Negra, o que ampliou o simbolismo da decisão. Conforme divulgado pela UNFCCC, o termo aparece nos textos Transição Justa, Plano de Ação de Gênero, Objetivo Global de Adaptação e no Mutirão.

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COP30 afrodescendentes em destaque

Nos documentos de Transição Justa, os negociadores afirmam que a mudança energética precisa envolver todas as partes relevantes. Assim, eles listam trabalhadores formais e informais, povos indígenas, migrantes, idosos, crianças e pessoas de ascendência africana como participantes essenciais. Além disso, o texto reforça que trajetórias de transição devem promover direitos humanos e respeito às comunidades afetadas.

No Objetivo Global de Adaptação, o texto ressalta a contribuição de crianças, jovens, pessoas com deficiência, povos indígenas, comunidades locais e pessoas de ascendência africana para as estratégias climáticas. Em contraste com anos anteriores, o documento amplia a abordagem ao reconhecer questões de gênero, equidade intergeracional e justiça social, com transparência e participação direta nos processos.

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O Plano de Ação de Gênero também destaca o papel de mulheres e meninas de ascendência africana na ação climática. Além disso, o documento Mutirão insiste na importância da mobilização constante que atravessa e supera a conferência, citando povos indígenas, comunidades locais, mulheres e pessoas de ascendência africana como atores essenciais para o avanço dos objetivos do Acordo de Paris.

Reação do governo e de movimentos sociais

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, celebrou o marco histórico. Segundo ela, a COP reconhece formalmente que populações afrodescendentes estão entre as mais afetadas pela crise climática. No entanto, ela reforça que ainda é preciso avançar em ações concretas e políticas inclusivas que levem em conta realidades periféricas e o racismo ambiental.

Além disso, movimentos sociais comemoraram a conquista. O Geledés Instituto da Mulher Negra classificou a inclusão como um avanço real, não apenas simbólico. Conforme o instituto, populações afrodescendentes são fortemente impactadas pelas mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, protagonizam soluções e práticas de resiliência em seus territórios. Assim, o reconhecimento abre caminho para políticas mais justas e eficazes.

Reação do governo e de movimentos sociais

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, celebrou o marco histórico. Segundo ela, a COP reconhece formalmente que populações afrodescendentes estão entre as mais afetadas pela crise climática. No entanto, ela reforça que ainda é preciso avançar em ações concretas e políticas inclusivas que levem em conta realidades periféricas e o racismo ambiental.

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Além disso, movimentos sociais comemoraram a conquista. O Geledés Instituto da Mulher Negra classificou a inclusão como um avanço real, não apenas simbólico. Conforme o instituto, populações afrodescendentes são fortemente impactadas pelas mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, protagonizam soluções e práticas de resiliência em seus territórios. Assim, o reconhecimento abre caminho para políticas mais justas e eficazes.

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