Neste domingo (23), a defesa do ex-presidente apresentou ao ministro Alexandre de Moraes um novo pedido para converter a prisão preventiva em domiciliar. Segundo os advogados, Bolsonaro sofreu alucinação e confusão mental causadas pela combinação de medicamentos usados no tratamento de comorbidades digestivas. Desde já, eles afirmam que esse quadro teria levado à tentativa de violar a tornozeleira eletrônica.
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Além disso, o documento enviado ao Supremo detalha que o ex-presidente faz uso contínuo de remédios que atuam no sistema nervoso central. Conforme a defesa, durante o feriado ele apresentou pensamentos persecutórios “distantes da realidade”, o que teria sido reforçado por efeitos adversos de três substâncias: clorpromazina, gabapentina e pregabalina. Segundo os advogados, a pregabalina teria sido prescrita por outra médica, sem conhecimento da equipe principal, o que, por outro lado, poderia ter desencadeado alucinações, sedação e confusão cognitiva.
Prisão de Bolsonaro e alegação de alucinação
Durante a audiência de custódia, Bolsonaro afirmou que estava sob “alucinação” e acreditava que a tornozeleira continha algum tipo de escuta. Por isso, tentou abrir a tampa do equipamento, mas não buscou removê-lo, segundo a defesa. Como mencionado anteriormente, o vídeo enviado pela Secretaria de Administração Penitenciária mostraria a integridade da pulseira e a “fala arrastada e confusa” do ex-presidente. No entanto, Moraes decidiu manter a prisão preventiva.
Além disso, a tarde deste domingo também foi marcada pela visita de Michelle Bolsonaro à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ela recebeu autorização do ministro para visitar o marido entre 15h e 17h. Na saída, Michelle preferiu não dar declarações à imprensa.
A prisão de Bolsonaro ocorreu após a Polícia Federal informar ao STF que ele tentou romper a tornozeleira eletrônica às 0h08 de sábado (22). Em contraste, a defesa nega intenção de fuga. Moraes destacou que a convocação de apoiadores por Flávio Bolsonaro para vigília em frente à casa do pai aumentou o risco de evasão. Assim, reforçou a necessidade da prisão preventiva — medida que não representa, por ora, início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses à qual Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado.



















































