O debate sobre o indulto de Netanyahu ganhou força neste domingo (30), depois que o primeiro-ministro de Israel protocolou oficialmente um pedido de perdão presidencial. Desde já, o gabinete do chefe de governo confirmou que o documento foi enviado ao presidente Isaac Herzog. Além disso, Netanyahu divulgou um vídeo no qual alega que a medida busca promover “reconciliação nacional”, termo que reacendeu discussões em todo o país.
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O premiê responde a três processos que investigam possíveis vantagens pessoais em troca de favores políticos. Conforme os autos, um dos casos envolve presentes avaliados em cerca de R$ 1,4 milhão. Por outro lado, a defesa afirma repetidamente que as acusações não passam de perseguição política. Netanyahu também é suspeito de favorecer veículos de comunicação em troca de cobertura positiva. Além disso, um terceiro processo aponta supostos benefícios a empresas de telecomunicações.
Na carta enviada a Herzog, o primeiro-ministro argumentou que as ações judiciais “dividem a sociedade israelense” e que o perdão presidencial seria um passo essencial para pacificar o país. Ele afirmou ainda que o andamento dos julgamentos se tornou “maçante”, já que precisa comparecer às audiências três vezes por semana. Segundo Netanyahu, essa exigência seria incompatível com as responsabilidades do cargo.
