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Quem era Ali Khamenei, lider supremo do Irã, morto em ataque dos EUA e Israel

Foto: Divulgação/Governo do Irã

Ali Khamenei morto foi o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o ataque coordenado com Israel no sábado (28). Segundo Trump, o líder supremo iraniano estava entre os principais alvos da ofensiva. Ele classificou Khamenei como “uma das pessoas mais perversas da História” e afirmou que a morte representa uma oportunidade de mudança para o povo iraniano.

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Mais cedo, antes da declaração oficial americana, o chanceler iraniano Abbas Araghchi havia dito que o líder estaria “vivo”, até onde se sabia. No entanto, após o pronunciamento de Trump, autoridades israelenses reforçaram que a operação atingiu figuras centrais do regime. Além disso, há relatos sobre a morte de integrantes da cúpula militar iraniana.

Ali Khamenei morto e o contexto político

Ali Khamenei comandou o Irã por 35 anos e se tornou o chefe de Estado mais longevo do Oriente Médio. Ele assumiu o posto em 1989, após a morte de Ruhollah Khomeini, líder da Revolução Islâmica do Irã. Embora não reunisse inicialmente todos os requisitos religiosos exigidos, a Assembleia dos Peritos alterou regras constitucionais para viabilizar sua posse.

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Desde então, Khamenei concentrou poder político, militar e religioso. Ele controlava diretamente as Forças Armadas e exercia influência decisiva sobre o Executivo e o Judiciário. Além disso, mantinha autoridade sobre o Conselho dos Guardiões, órgão que pode vetar leis aprovadas pelo Parlamento.

O regime dos aiatolás consolidou postura antiocidental e anti-Israel. Conforme analistas internacionais, Teerã apoiou grupos armados na região e investiu no programa nuclear, alvo de críticas de Washington. Em 2015, o então presidente Barack Obama firmou acordo nuclear com o Irã. No entanto, em 2018, Trump retirou os Estados Unidos do pacto, o que agravou tensões diplomáticas.

Enquanto isso, a Guarda Revolucionária, força militar paralela, atuava como braço estratégico do regime. O grupo respondia diretamente ao líder supremo e desempenhava papel central tanto em operações internas quanto externas.

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