A Vacina da Covid-19 pode desempenhar um novo papel no tratamento de diferentes tipos de câncer, segundo um estudo conduzido por pesquisadores dos Estados Unidos. Desde já, a descoberta desperta atenção no meio científico, já que os resultados mostram efeitos consideráveis na eficácia da imunoterapia. Além disso, os dados apresentados reforçam como a tecnologia de RNA mensageiro pode ir muito além da prevenção viral.
Leia também:
Ministério da Saúde amplia prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer no Brasil
Vacina da Covid-19 em novos tratamentos
Os pesquisadores analisaram 880 pacientes que receberam a Vacina da Covid-19 nos 100 dias anteriores ao início da imunoterapia. Conforme o estudo, esses pacientes responderam melhor ao tratamento quando comparados aos que não receberam o imunizante no mesmo período. Por outro lado, ainda não há evidências de que a vacina substitua terapias tradicionais, mas ela pode atuar como reforço importante.
Segundo os cientistas, os imunizantes de RNA mensageiro estimulam o sistema imunológico e deixam as células cancerígenas mais visíveis. Assim, elas se tornam mais sensíveis aos medicamentos usados na imunoterapia. Além disso, a ativação contínua do sistema de defesa ajuda o organismo a identificar com mais precisão as alterações dos tumores.
O oncologista Guilherme Harada explica que a imunoterapia funciona ao treinar o sistema imune para reconhecer e combater células tumorais. No entanto, ele destaca que esse processo é diferente da quimioterapia, já que não age diretamente na destruição celular, mas na resposta imunológica.
Os resultados reforçam o impacto dos imunizantes. Em casos de câncer de pulmão avançado, por exemplo, a sobrevida aumentou de 20 para 37 meses. Da mesma forma, a taxa de sobrevivência em três anos subiu de 30,8% para 55,7%. Além disso, em pacientes com melanoma, o risco de morte caiu em 60%, o que representa avanço significativo no campo da oncologia.





















































