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Brasileiros fecham 2025 mais endividados do que em 2024

Foto: Marcello Casal

A maioria dos brasileiros encerrou 2025 mais endividada do que em 2024, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em dezembro, 78,9% das famílias possuíam algum tipo de dívida, índice 2,3 pontos percentuais superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Apesar do aumento na comparação anual, os dados mostram melhora no fim do ano. Após alcançar a máxima histórica de 79,5% em outubro, o percentual de famílias endividadas recuou para 78,9% em dezembro, o menor nível desde julho.

O levantamento também aponta queda no volume de contas em atraso. Em dezembro, 29,4% dos brasileiros tinham dívidas vencidas, resultado que representa o menor patamar desde abril, quando o índice ficou em 29,1%.

Cartão de crédito lidera entre as dívidas

Entre as modalidades de endividamento, o cartão de crédito permanece como o principal meio utilizado, presente em 85,1% dos casos. Em seguida aparecem os carnês, usados por 16,2%, índice que voltou a cair no período.

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O ranking inclui ainda o crédito pessoal (12,1%), os financiamentos imobiliários (9,6%), os financiamentos de veículos (8,6%) e o crédito consignado (5,8%). Esses dados reforçam o peso do consumo parcelado no orçamento das famílias.

De acordo com a CNC, a melhora observada nos últimos meses do ano reflete maior planejamento financeiro dos consumidores e o efeito sazonal das festas de fim de ano, que movimentam o comércio e ampliam o acesso ao crédito. Em dezembro, o prazo médio de pagamento das dívidas caiu para 7,1 meses, contra 7,4 meses registrados no mesmo período de 2024.

Alerta para o ciclo de endividamento em 2026

Mesmo com o alívio pontual no último trimestre, o resultado anual indica pressão financeira maior sobre as famílias brasileiras. Para o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, o cenário ainda inspira cautela, principalmente diante dos juros elevados.

“Esperamos que, ainda no primeiro semestre, o Banco Central reconheça a necessidade de trabalhar com uma taxa Selic mais razoável do que a praticada desde a metade de 2025. O último trimestre trouxe bons resultados por causa do 13º salário e das datas festivas, mas existe um risco iminente no ciclo de endividamento, sobretudo no cartão de crédito, que pode virar uma bola de neve”, avalia.

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