O plano de paz em Gaza voltou ao centro da diplomacia mundial nesse domingo (7), depois que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou que se reunirá ainda em dezembro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Desde já, o encontro promete definir a próxima fase da proposta americana para encerrar a guerra e estabilizar o território palestino.
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Plano de paz em Gaza domina encontro em Jerusalém
Netanyahu fez o anúncio durante uma coletiva em Jerusalém ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz. Além disso, o premiê destacou que a nova rodada de discussões com Trump será decisiva para tratar da criação de uma força de segurança multinacional em Gaza e da garantia de que o Hamas cumpra o desarmamento. Conforme o líder israelense, apesar da trégua estar no segundo mês, ainda há acusações de violações de ambos os lados.
A primeira fase do plano americano, segundo Netanyahu, está próxima de ser concluída. Ela incluiu a libertação de reféns israelenses em troca de detidos e prisioneiros palestinos, enquanto Israel manteve o controle de 53% do território. Por outro lado, Merz e Netanyahu concordaram que o Hamas não pode continuar no comando do enclave, embora discordem sobre a possibilidade de Israel anexar a Cisjordânia.
Além disso, Merz afirmou que não discutiu uma eventual visita de Netanyahu à Alemanha. O gabinete do premiê, porém, lembrou que Trump o convidou para a Casa Branca em novembro, embora a data definitiva ainda não tenha sido divulgada.
A trégua iniciada em outubro permitiu a devolução de 20 reféns vivos e 27 corpos por parte do Hamas, em troca de cerca de 2 mil prisioneiros palestinos. Finalmente, Netanyahu confirmou a recuperação dos restos mortais de um policial israelense morto durante o ataque de 7 de outubro de 2023. O corpo de outro refém, no entanto, permanece em Gaza.




















































