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Revogação da Lei Magnitsky de Moraes repercute na imprensa internacional

Moraes solicita que PGR se manifeste sobre pedidos da defesa de Bolsonaro, que incluem remição de pena, TV e assistência religiosa.
Foto: Reprodução

A Lei Magnitsky Moraes passou a dominar o noticiário internacional após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de revogar as sanções impostas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A medida, anunciada na sexta-feira (12), foi interpretada por veículos estrangeiros como um gesto político relevante no contexto das relações diplomáticas entre Washington e Brasília.

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O jornal norte-americano Washington Post, por exemplo, avaliou que a decisão representa um recuo na relação até então tensa entre os dois países. Conforme destacou o veículo, o movimento ocorre em meio a negociações conduzidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o governo Trump, o que sinaliza uma tentativa de reorganização do diálogo bilateral.

Lei Magnitsky Moraes e o impacto político

O britânico The Guardian relembrou que Alexandre de Moraes estava sancionado desde julho com base na legislação norte-americana, geralmente aplicada contra indivíduos acusados de violações de direitos humanos. No entanto, o jornal foi além e apontou o impacto político interno da decisão. Segundo a publicação, a revogação das sanções representa um revés para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e para o deputado Eduardo Bolsonaro, que havia deixado temporariamente o cargo para atuar em Washington em busca de medidas contra o ministro do STF.

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Por outro lado, o Financial Times avaliou que a retirada das sanções faz parte de um esforço claro para “reconstruir pontes” entre Estados Unidos e Brasil. De acordo com o jornal, a medida ajuda a abrir caminho para uma reaproximação após a crise diplomática registrada no início do ano, marcada por trocas públicas de críticas e tensões comerciais.

A agência Bloomberg seguiu linha semelhante e afirmou que a decisão de Trump representa um recuo na disputa política travada com o governo brasileiro. Além disso, o veículo lembrou que os Estados Unidos haviam elevado tarifas comerciais como forma de pressionar o andamento do processo judicial contra Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

Entenda o caso

Donald Trump revogou as sanções aplicadas não apenas a Alexandre de Moraes, mas também à sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Assim, o casal foi retirado da lista de restrições mantida pelo governo norte-americano. As punições haviam sido impostas sob a alegação de que o magistrado atuaria como “juiz e júri” em processos envolvendo cidadãos e empresas brasileiras e americanas.

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