Morre Brigitte Bardot aos 91 anos, uma das atrizes mais icônicas da história do cinema francês. A morte foi confirmada neste domingo (28) pela Fundação Brigitte Bardot, entidade criada e presidida pela própria artista. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada oficialmente. Desde já, o falecimento gera comoção internacional e marca o fim de uma era no cinema europeu.
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“Com imensa tristeza, a Fundação Brigitte Bardot anuncia a morte de sua fundadora e presidente”, diz o comunicado. Além disso, a nota relembra que Bardot abandonou uma carreira consagrada para dedicar sua vida à defesa dos animais. Anteriormente, a atriz havia passado por uma cirurgia em setembro, em um hospital de Toulon, no sul da França, após ser diagnosticada com uma doença grave, segundo informações divulgadas pela imprensa europeia.
Na ocasião, Bardot foi levada às pressas de sua residência em Saint-Tropez. Conforme o jornal Var-Matin, o estado de saúde era considerado preocupante. No entanto, não há confirmação de que a hospitalização esteja diretamente relacionada à morte da artista.
Morre Brigitte Bardot, símbolo cultural de uma geração
Nascida em Paris, em 28 de setembro de 1934, Brigitte Bardot cresceu em uma família de classe média alta. Conforme relatos da própria atriz, ela se considerava uma criança tímida, insegura e distante dos padrões de beleza que mais tarde redefiniria. Aos 15 anos, contudo, estampou a capa da revista Elle, dando início à carreira de modelo e, logo depois, ao cinema.
A fama internacional veio em 1956, com o filme E Deus Criou a Mulher. Ao dançar mambo descalça, com cabelos despenteados e atitude provocadora, Bardot rompeu padrões e escandalizou censores. Certamente, sua atuação marcou uma ruptura com as heroínas recatadas do cinema clássico e a transformou em símbolo da França das décadas de 1950 e 1960.
Paralelamente, Bardot também construiu carreira musical. Suas parcerias com Serge Gainsbourg, como a polêmica “Je t’aime… moi non plus”, renderam sucesso e controvérsia. Por outro lado, em 1973, após atuar em 42 filmes, ela abandonou o cinema, que chegou a definir como “podre”.
A partir daí, a atriz se isolou em Saint-Tropez e passou a dedicar sua vida à causa animal. Em 1986, fundou a Fundação Brigitte Bardot, financiada inicialmente com a venda de objetos pessoais. Assim, sua imagem pública passou a ser associada à militância em defesa dos animais.




















































