Ocupar a Venezuela continua sendo uma possibilidade considerada pelo governo dos Estados Unidos, segundo afirmou o secretário de Estado, Marco Rubio, em entrevista à emissora CBS News neste domingo (4). A declaração ocorre um dia após a ofensiva militar norte-americana que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, levados para uma prisão em Nova York.
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Conforme Rubio explicou no programa Face the Nation, o presidente Donald Trump mantém abertas todas as opções estratégicas. “O presidente sempre mantém a possibilidade de decisão sobre qualquer assunto”, afirmou. Além disso, ele ressaltou que Trump tem respaldo constitucional para agir diante do que considera ameaças iminentes à segurança dos Estados Unidos.
No sábado (3), horas depois da operação militar, Trump declarou que os EUA passaram a administrar a Venezuela até que uma transição de governo considerada “segura, adequada e sensata” seja concluída. No entanto, o presidente não detalhou prazos nem como essa eventual ocupação ocorreria na prática.
Ocupar a Venezuela e a estratégia dos EUA
Segundo Marco Rubio, qualquer decisão sobre ocupar a Venezuela estará vinculada aos interesses nacionais dos Estados Unidos e à promessa de um “futuro melhor” para o povo venezuelano. Nesse contexto, o governo norte-americano anunciou que empresas dos EUA entrarão no país para reestruturar a indústria petrolífera local.
Além disso, os Estados Unidos intensificaram medidas econômicas contra Caracas. O governo apreendeu navios em águas internacionais e mantém um bloqueio a petroleiros sancionados que entram ou saem da Venezuela. De acordo com a Casa Branca, o petróleo venezuelano segue em “quarentena”, o que autoriza a apreensão judicial de cargas.
Rubio criticou duramente a gestão da indústria de petróleo do país. Segundo ele, o setor é “atrasado” e não beneficia a população. “Nada do dinheiro do petróleo chega ao povo, tudo é roubado por quem está no topo”, declarou. Por outro lado, Trump afirmou que pretende extrair “uma riqueza sem precedentes do solo”, dividindo parte dos recursos com os venezuelanos e parte com os EUA, como forma de compensação.
Enquanto isso, Nicolás Maduro responderá na Justiça norte-americana por acusações que incluem conspiração para narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.





















































