A presidente interina da Venezuela EUA, Delcy Rodríguez, afirmou que pretende trabalhar “junto” com os Estados Unidos e convidou Washington para uma agenda de cooperação baseada na igualdade soberana e na não interferência. A declaração ocorreu em uma carta aberta divulgada na noite de domingo (4), em meio ao agravamento da crise diplomática entre os dois países.
No documento, Delcy defendeu uma relação equilibrada e respeitosa, orientada pelo direito internacional. Além disso, ela destacou que a Venezuela busca o desenvolvimento compartilhado e a convivência pacífica entre as nações, rejeitando qualquer escalada de conflito armado na região.
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Carta aberta defende diálogo e respeito internacional
Na mensagem, a presidente interina da Venezuela EUA reforçou o compromisso do país com a paz e com a cooperação internacional. Segundo Delcy Rodríguez, a estabilidade global começa com o respeito à soberania de cada nação e com a ausência de ameaças externas.
Ela afirmou que a Venezuela considera prioritário avançar em uma relação equilibrada não apenas com os Estados Unidos, mas também com os países da América Latina. De acordo com a presidente interina, os princípios da igualdade soberana e da não interferência orientam a política externa venezuelana.
Delcy também convidou formalmente o governo norte-americano a construir uma agenda conjunta de cooperação. Para ela, o diálogo deve substituir a guerra, garantindo benefícios concretos aos povos da região e fortalecendo uma coexistência duradoura.
Delcy assume presidência após captura de Maduro
Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas na madrugada do dia 3 de janeiro. A operação ocorreu simultaneamente a ataques em várias regiões do país, incluindo a capital, Caracas.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Delcy enfrentaria consequências ainda mais severas caso não cooperasse com Washington. O republicano afirmou que pretende administrar a Venezuela até a conclusão de uma transição de governo e confirmou que empresas petrolíferas norte-americanas irão operar no país.
Maduro capturado e levado aos Estados Unidos
As forças norte-americanas capturaram Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, enquanto o casal dormia em um abrigo na Venezuela. Em seguida, militares levaram os dois de helicóptero até o Iwo Jima, um navio de guerra da Marinha dos Estados Unidos posicionado no mar do Caribe. Depois disso, eles seguiram para Nova York.
A captura aconteceu após quatro meses de tensão militar entre Venezuela e Estados Unidos. Em setembro do ano passado, Washington iniciou uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, próximo às costas venezuelanas e colombianas. As autoridades norte-americanas acusam Maduro de liderar cartéis responsáveis pelo envio de drogas ao território dos Estados Unidos.
Acusações e novos indiciamentos
Maduro deve comparecer à Justiça nesta segunda-feira (5). Segundo a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, ele responde por acusações de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para uso desses armamentos contra os Estados Unidos.
Além de Maduro, outras cinco pessoas foram indiciadas no processo. Entre elas estão Cilia Flores e Nicolás Ernesto Maduro Guerra, conhecido como “Nicolasito”, filho do casal. A lista também inclui o ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, o ex-ministro Ramón Rodríguez Chacín e Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”.





















































