A Polícia Federal (PF) indicou possíveis hipóteses para a queda sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o sono, na madrugada desta terça-feira (6), enquanto ele cumpre pena em cela especial, em Brasília. De acordo com relatório divulgado pela corporação, Bolsonaro foi avaliado pela equipe médica ainda pela manhã e estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico no momento do atendimento.
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Avaliação médica inicial
O documento da PF aponta que o ex-presidente apresentava uma lesão superficial cortante no rosto e no pé esquerdo, além de leve desequilíbrio ao se colocar em pé. Ainda segundo o relatório, a motricidade e a sensibilidade dos membros superiores e inferiores estavam preservadas, sem alterações neurológicas aparentes.
Após a avaliação, os profissionais de saúde recomendaram apenas observação clínica, sem indicação imediata de encaminhamento hospitalar.
Possíveis causas da queda
No relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal elencou algumas hipóteses que podem ter contribuído para o episódio. Entre elas estão:
Interação medicamentosa, em razão do uso de medicamentos que atuam no sistema nervoso central;
Crise epiléptica;
Adaptação ao uso de CPAP, com possível quadro de hipoxemia (redução do oxigênio no sangue);
Processo inflamatório pós-operatório.
Bolsonaro passou recentemente por cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral e também por um bloqueio anestésico bilateral de nervos, fatores que podem ter relação com o ocorrido, segundo a PF.
Decisão do STF e pedido da defesa
O relatório foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que analisa um pedido da defesa para a realização de exames no hospital DF Star, em Brasília.
Na decisão proferida nesta terça-feira (6), Moraes afirmou que não há necessidade de remoção imediata do ex-presidente para unidade hospitalar, com base nas informações técnicas apresentadas pela Polícia Federal. O ministro também determinou a juntada do laudo aos autos e pediu que a defesa indicasse quais exames considera indispensáveis.
Em resposta, os advogados de Bolsonaro solicitaram, com urgência, a realização de tomografia computadorizada do crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma, exame que avalia a atividade elétrica do cérebro.




















































