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PF aponta possíveis causas para queda de Bolsonaro durante o sono

Polícia Federal aponta possíveis causas para a queda de Jair Bolsonaro durante o sono e informa que ele estava consciente e sem déficit neurológico.
Ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Federal (PF) indicou possíveis hipóteses para a queda sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o sono, na madrugada desta terça-feira (6), enquanto ele cumpre pena em cela especial, em Brasília. De acordo com relatório divulgado pela corporação, Bolsonaro foi avaliado pela equipe médica ainda pela manhã e estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico no momento do atendimento.

Leia também:
Moraes nega ida imediata de Bolsonaro a hospital em Brasília

Avaliação médica inicial

O documento da PF aponta que o ex-presidente apresentava uma lesão superficial cortante no rosto e no pé esquerdo, além de leve desequilíbrio ao se colocar em pé. Ainda segundo o relatório, a motricidade e a sensibilidade dos membros superiores e inferiores estavam preservadas, sem alterações neurológicas aparentes.

Após a avaliação, os profissionais de saúde recomendaram apenas observação clínica, sem indicação imediata de encaminhamento hospitalar.

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Possíveis causas da queda

No relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal elencou algumas hipóteses que podem ter contribuído para o episódio. Entre elas estão:

  • Interação medicamentosa, em razão do uso de medicamentos que atuam no sistema nervoso central;

  • Crise epiléptica;

  • Adaptação ao uso de CPAP, com possível quadro de hipoxemia (redução do oxigênio no sangue);

  • Processo inflamatório pós-operatório.

Bolsonaro passou recentemente por cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral e também por um bloqueio anestésico bilateral de nervos, fatores que podem ter relação com o ocorrido, segundo a PF.

Decisão do STF e pedido da defesa

O relatório foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que analisa um pedido da defesa para a realização de exames no hospital DF Star, em Brasília.

Na decisão proferida nesta terça-feira (6), Moraes afirmou que não há necessidade de remoção imediata do ex-presidente para unidade hospitalar, com base nas informações técnicas apresentadas pela Polícia Federal. O ministro também determinou a juntada do laudo aos autos e pediu que a defesa indicasse quais exames considera indispensáveis.

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Em resposta, os advogados de Bolsonaro solicitaram, com urgência, a realização de tomografia computadorizada do crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma, exame que avalia a atividade elétrica do cérebro.

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