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Trump publica imagem dizendo que é o presidente interino da Venezuela

Montagem publicada por Donald Trump nas redes sociais gerou repercussão internacional ao sugerir liderança política sobre a Venezuela.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nas redes sociais uma imagem em que se apresenta como presidente interino da Venezuela, gesto que rapidamente provocou repercussão internacional e ampliou os questionamentos sobre a condução política no país sul-americano.

A publicação ocorreu no domingo (11) e, além disso, traz uma montagem que simula um perfil da enciclopédia online Wikipedia, no qual Trump aparece listado como presidente interino da Venezuela desde janeiro. A postagem surge poucos dias depois de o republicano afirmar publicamente que estava “trabalhando bem” com o governo provisório em Caracas, o que reforçou ainda mais as contradições do discurso.

Nesse contexto, a ação ocorre em meio a um cenário político instável. Após a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, forças norte-americanas intensificaram a pressão sobre o país. Em seguida, diante da prisão, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu oficialmente o cargo de presidente interina, conforme decisão interna do governo venezuelano. Ao mesmo tempo, a oposição sustenta que Edmundo González Urrutia, candidato que reivindica vitória nas eleições presidenciais de 2024, deve assumir o comando do país.

Presidente interino da Venezuela e a reação dos EUA

Enquanto o impasse político se aprofunda, Trump anunciou que um grupo de autoridades norte-americanas ficará responsável por administrar Caracas durante o período de transição. Além disso, o presidente dos Estados Unidos pressionou o governo venezuelano a cooperar com Washington para garantir estabilidade institucional e econômica.

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Na sexta-feira (9), Trump afirmou que mantinha uma relação positiva com Delcy Rodríguez. Segundo ele, o atual governo interino da Venezuela atua, neste momento, como aliado dos Estados Unidos. No entanto, a declaração contrasta diretamente com o tom da imagem publicada nas redes sociais, que sugere uma posição simbólica de liderança sobre o país.

Paralelamente, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, também se manifestou. Ele apresentou um plano dividido em três fases para a Venezuela. Primeiramente, a proposta prevê estabilização política. Em seguida, o plano aponta para a recuperação econômica. Por fim, a iniciativa prevê uma transição de poder, embora ainda não exista uma data definida para o início do processo.

Contexto da captura de Maduro

Os Estados Unidos realizaram uma operação militar na Venezuela no dia 3 de janeiro. A ação resultou na captura de Nicolás Maduro e de Cilia Flores, que seguiram inicialmente para um navio da Marinha norte-americana no mar do Caribe. Posteriormente, ambos foram levados para Nova York.

A operação aconteceu após meses de tensão militar entre os dois países. Desde setembro do ano passado, Washington conduzia uma ofensiva naval contra o narcotráfico nas proximidades da Venezuela e da Colômbia. Nesse sentido, o governo norte-americano acusa Maduro de envolvimento com organizações criminosas ligadas ao tráfico internacional de drogas.

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No dia 5 de janeiro, Maduro compareceu à Justiça norte-americana. Ele responde por acusações de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos. Apesar disso, o ex-presidente venezuelano nega todas as acusações.

Além dele, outras cinco pessoas foram indiciadas no mesmo processo. Entre os acusados estão Cilia Flores, o filho do casal Nicolás Ernesto Maduro Guerra, conhecido como Nicolasito, além de autoridades de alto escalão do governo venezuelano.

Pressão política e limites institucionais

Posteriormente, o governo dos Estados Unidos recuou da acusação de que Maduro lideraria uma organização criminosa específica. Em vez disso, a administração norte-americana passou a afirmar que o termo utilizado descreve um sistema de corrupção institucional alimentado pelo narcotráfico.

Agora, Trump pressiona o governo venezuelano a cooperar com os Estados Unidos, especialmente no controle das vendas de petróleo. Ao mesmo tempo, o Senado norte-americano aprovou uma resolução que impede o presidente de adotar novas ações militares contra a Venezuela sem autorização do Congresso.

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