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Pesquisa de preço de material escolar registra aumento de 15,72% em Natal, aponta Procon

Pesquisa do Procon Natal aponta aumento médio de 15,72% no preço do material escolar em 2026, acima da inflação.
Foto: Reprodução/Procon Natal

O material escolar em Natal ficou mais caro em 2026. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) identificou aumento médio de 15,72% no preço de 19 produtos analisados, percentual superior à inflação acumulada no período, que foi de 5,17%, segundo o IPCA.

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O levantamento analisou 39 itens de papelaria, excluindo livros didáticos. Entre os produtos avaliados estão apontador, borracha, caneta esferográfica, cola plástica e em bastão, canetas hidrográficas, lápis de cera, gizão de cera, lápis de cor (pequeno e grande), lápis preto nº 2, tinta guache, régua plástica, cadernos, lapiseira, tesoura sem ponta e papel A4 e ofício.

A pesquisa foi realizada em 23 estabelecimentos, entre papelarias, livrarias, hipermercados, atacadistas e lojas de departamento, distribuídos pelas quatro zonas da capital. A coleta ocorreu na primeira semana útil de janeiro de 2026.

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Aumento supera inflação

De acordo com o Procon Natal, o custo médio dos produtos analisados passou de R$ 154,74 em 2025 para R$ 179,08 em 2026, representando um acréscimo de R$ 24,34.

O Núcleo de Pesquisa do órgão destaca que os preços refletem o período da coleta e podem variar conforme a demanda. Os valores considerados são para pagamentos à vista, por cartão de crédito ou Pix. O relatório completo está disponível no site oficial do Procon Natal.

Itens com maiores reajustes

A pesquisa identificou aumentos expressivos em produtos de uso frequente. O lápis grafite nº 2 teve reajuste de 55%, passando de R$ 1,33 para R$ 2,94. Já a caneta marca-texto registrou aumento de 32%, saindo de R$ 3,80 para R$ 5,56.

Também houve alta no conjunto de canetas hidrográficas (12 unidades), com reajuste de 9%, e no papel A4 (resma), que ficou 8% mais caro.

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Além disso, o estudo apontou grandes variações entre os preços praticados pelos estabelecimentos. O corretivo líquido (18 ml) apresentou diferença superior a 400% entre o menor e o maior valor encontrado. Já o lápis de cor com 24 unidades teve variação acima de 280%, enquanto a cola branca líquida (35 g) ultrapassou 300%.

Direitos do consumidor

O Procon Natal reforça as orientações previstas na Nota Técnica nº 04/2025, publicada no Diário Oficial do Município em setembro do ano passado. O documento reúne diretrizes sobre os materiais escolares que podem ser exigidos pelas instituições de ensino, com base na legislação municipal e federal.

Segundo a lei, apenas materiais com finalidade pedagógica e previstos no plano de atividades da escola podem ser solicitados. Itens de uso coletivo devem ser custeados pela própria instituição.

As escolas também estão proibidas de exigir marcas específicas ou obrigar a compra dos materiais diretamente na unidade de ensino, prática considerada venda casada pelo Código de Defesa do Consumidor.

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Recomendações para economizar

Para reduzir os gastos, o Procon Natal orienta que os consumidores pesquisem preços em diferentes estabelecimentos, realizem compras coletivas para negociar descontos e reutilizem materiais do ano letivo anterior que ainda estejam em bom estado.

A entrega fracionada do material ao longo do ano também é permitida por lei. O órgão alerta ainda para evitar compras no comércio informal, conferir as informações das embalagens e guardar a nota fiscal.

Em caso de dúvidas ou denúncias, o consumidor pode procurar o Procon Natal, localizado na Rua Ulisses Caldas, nº 181, no bairro Cidade Alta, ou entrar em contato pelo e-mail procon.natal@natal.rn.gov.br, apresentando o cupom fiscal.

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