Saúde

Vacina contra dengue: Butantan inicia vacinação-piloto no país

Foto: Prefeitura de Maranguape/Divulgação

Neste sábado (17), a vacina contra dengue entrou em fase decisiva com o início da vacinação-piloto em Maranguape, no Ceará, e Nova Lima, em Minas Gerais. Além disso, Botucatu, no interior de São Paulo, começa a imunização neste domingo (18). Ao todo, 204,1 mil doses serão distribuídas entre os três municípios, número suficiente para vacinar em massa a população-alvo, formada por pessoas entre 15 e 59 anos.

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Desde já, o Instituto Butantan acompanha de perto os resultados da imunização, que serão analisados ao longo de um ano. Conforme o cronograma, especialistas vão avaliar a incidência da dengue nas cidades participantes e, simultaneamente, monitorar possíveis efeitos adversos raros. Metodologia semelhante já foi usada anteriormente em Botucatu durante a análise da efetividade da vacina contra a covid-19.

Vacina  contra dengue  terá impacto avaliado por um ano

Segundo o Ministério da Saúde, se os resultados forem positivos, a produção em larga escala será iniciada para atender todo o país. Até agora, o Butantan produziu 1,3 milhão de doses. No entanto, antes da divulgação dos dados finais, a estratégia prevê a imunização de públicos prioritários. Por exemplo, profissionais da atenção primária à saúde devem começar a receber a vacina no início de fevereiro.

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Além disso, cerca de 1,1 milhão de doses restantes desta etapa serão destinadas a médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde. Conforme explicou o governo federal, a transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines permitirá ampliar gradualmente a vacinação nacional, começando pela população de 59 anos e avançando até os 15 anos.

Durante o lançamento em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, explicou que os municípios foram escolhidos por critérios técnicos. Segundo ele, são cidades com população entre 100 mil e 200 mil habitantes e com rede de saúde estruturada. Assim, torna-se possível avaliar o impacto da vacina tanto na imunização quanto na circulação do vírus.

Certamente, um dos principais diferenciais do imunizante é o fato de ser aplicado em dose única, o que garante proteção mais rápida e amplia a adesão da população. Os estudos clínicos indicaram eficácia global de 74% e redução de 91% dos casos graves. Como resultado, nenhum vacinado precisou de hospitalização por dengue durante os testes.

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