A negociação de paz entre Ucrânia e Rússia, mediada pelos Estados Unidos, foi interrompida neste sábado (24) após uma nova onda de bombardeios russos atingir território ucraniano. Primeiramente, as conversações ocorriam em Abu Dhabi e marcavam o segundo dia de diálogos diretos entre as partes. No entanto, os ataques aéreos durante a madrugada provocaram o corte de energia de mais de um milhão de pessoas, em pleno inverno rigoroso, o que elevou a tensão e comprometeu o avanço das tratativas.
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Apesar disso, tanto Moscou quanto Kiev afirmaram que permanecem abertos a novos encontros. Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, o foco central das discussões foi a definição de possíveis parâmetros para encerrar a guerra, que já se aproxima de quatro anos. Conforme declarou em publicação na rede social X, os representantes concordaram em relatar os pontos debatidos às respectivas lideranças nacionais e, assim, coordenar os próximos passos diplomáticos.
Negociação de paz segue em pauta apesar da escalada militar
A negociação de paz, embora interrompida, não foi oficialmente encerrada. Um porta-voz do governo dos Emirados Árabes Unidos informou que houve engajamento direto entre representantes da Ucrânia e da Rússia, algo raro desde o início da invasão em larga escala. Além disso, o encontro abordou pontos ainda pendentes da proposta de estrutura de paz apresentada por Washington. Por outro lado, nenhuma das partes confirmou avanços concretos ou acordos formais ao fim das reuniões.
Pouco antes das 17h, no horário local, um porta-voz do negociador-chefe ucraniano, Rustem Umerov, confirmou o encerramento das discussões. Simultaneamente, os ataques russos a Kiev e Kharkiv, realizados com centenas de drones e mísseis, provocaram reações duras do governo ucraniano. Embora não tenha participado das conversas, o chanceler Andrii Sybiha acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de agir de forma cínica.
Segundo Sybiha, os bombardeios atingiram não apenas a população civil, mas também o próprio processo diplomático. Em contraste com o discurso de abertura ao diálogo, as ações militares reforçaram o ceticismo internacional sobre a real disposição do Kremlin para a paz. Ainda assim, Zelenskiy destacou que novas reuniões podem ocorrer já na próxima semana, o que mantém a expectativa de retomada das negociações.




















































