Aldo Rebelo presidente passou a ser uma possibilidade concreta no cenário político nacional. O ex-ministro lançou, na manhã deste sábado (31), sua pré-candidatura à Presidência da República pelo partido Democracia Cristã (DC). O evento ocorreu em São Paulo e contou com a presença do presidente do PSD, Gilberto Kassab, o que ampliou a repercussão do anúncio no meio político.
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Desde já, a movimentação reforça o crescimento de nomes da direita que pretendem disputar o Palácio do Planalto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme discursos realizados no evento, Rebelo tenta se posicionar como uma alternativa com trajetória consolidada no Congresso e passagem por diferentes ministérios. Além disso, a presença de Kassab foi interpretada como um gesto político relevante, ainda que não represente apoio formal do PSD neste momento.
Durante sua fala, Kassab destacou, por outro lado, que vê viabilidade eleitoral na pré-candidatura de Rebelo. Segundo ele, o ex-ministro teria condições de alcançar o segundo turno, caso consiga ampliar alianças e consolidar seu nome nacionalmente. Certamente, a declaração alimentou expectativas entre apoiadores presentes no auditório.
Aldo Rebelo critica atuação do STF
No entanto, o tom do evento se concentrou nas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Aldo Rebelo afirmou que existe um desequilíbrio institucional no país. Embora tenha ressaltado o respeito pessoal por ministros da Corte, como Dias Toffoli e o decano Gilmar Mendes, o pré-candidato defendeu limites mais claros entre os Poderes.
“Não é um problema pessoal, é institucional. O Supremo não pode ser um poder acima dos demais”, declarou Rebelo. Logo após a fala, apoiadores entoaram o coro “Aldo vai subir, a toga vai cair”, evidenciando o clima político do encontro. Segundo a organização, cerca de 500 pessoas participaram do evento.
A trajetória de Rebelo inclui passagens por ministérios estratégicos. Ele foi ministro da Defesa entre 2015 e 2016, da Ciência e Tecnologia em 2015 e do Esporte entre 2011 e 2015, durante o governo Dilma Rousseff. Antes disso, no governo Lula, comandou a Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais e presidiu a Câmara dos Deputados no biênio 2005–2007.






















































