O Ministério Público Federal (MPF) acionou a Justiça para solicitar o bloqueio da Vale no valor de R$ 1 bilhão. Além disso, o órgão pediu a suspensão do direito de venda ou transferência da Mina de Fábrica, localizada entre os municípios de Ouro Preto e Congonhas, em Minas Gerais. A medida busca assegurar recursos financeiros para a reparação integral de danos ambientais causados por um vazamento recente.
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O pedido ocorre após o extravasamento de aproximadamente 262 mil metros cúbicos de água e sedimentos, registrado em 25 de janeiro de 2026. Como resultado, córregos que alimentam os rios Maranhão e Paraopeba sofreram impactos significativos. Segundo o MPF, a ação também pretende interromper atividades que operavam em desacordo com a licença ambiental vigente.
Bloqueio da Vale e irregularidades ambientais
Conforme apurado durante inspeções técnicas, a área da mina de Viga, pertencente à Vale, apresentou fortes sinais de erosão. Diante disso, autoridades do governo de Minas Gerais determinaram a suspensão cautelar das atividades até nova avaliação. Posteriormente, a própria empresa anunciou a paralisação das operações tanto em Viga quanto na mina vizinha de Fábrica.
Segundo o MPF, o vazamento teve origem em uma estrutura conhecida como Cava Área 18. Embora a Vale possuísse autorização para o depósito temporário de rejeitos no local, a licença ambiental proibia expressamente a construção de estruturas de contenção. No entanto, vistorias apontaram que uma estrada interna funcionava, na prática, como um barramento improvisado.
Embora a via facilitasse o acesso operacional, ela não foi projetada para conter grandes volumes de água e sedimentos. Assim, após o acúmulo provocado pelas chuvas intensas, ocorreu o colapso da estrutura. Como consequência, uma onda de lama e água atingiu o meio ambiente e chegou a alcançar escritórios de um empreendimento minerário vizinho.
Contexto amplia gravidade do caso
O episódio ocorreu, por outro lado, no mesmo dia em que se completaram sete anos do rompimento da barragem em Brumadinho. O desastre, considerado um dos maiores da história do país, segue como referência negativa na fiscalização do setor mineral. Por isso, o MPF reforça que medidas preventivas e punitivas se mostram indispensáveis.
