A CPI do Crime Organizado do Senado marcou para esta semana os depoimentos dos governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. As oitivas acontecem em meio ao avanço das investigações sobre a atuação de facções, milícias e possíveis conexões políticas com o crime organizado no país.
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Ibaneis Rocha deve prestar depoimento nesta terça-feira (3), enquanto Cláudio Castro está previsto para quarta-feira (4). Em ambos os casos, as sessões estão marcadas para as 9h, conforme definido pela cúpula da comissão durante o fim de semana.
Embora os requerimentos para ouvir os governadores tenham sido aprovados no fim do ano passado, as datas ainda não haviam sido definidas. Agora, com o aprofundamento das investigações, os senadores avaliam que o momento é estratégico para ouvir os chefes dos Executivos estaduais.
CPI amplia foco das investigações
Durante o depoimento de Ibaneis Rocha, os senadores pretendem abordar a crise envolvendo a fraude no Banco Master. Conforme apurado pela comissão, o governador do Distrito Federal foi citado pelo empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, o que elevou a pressão por esclarecimentos públicos.
Além disso, parlamentares defendem que as investigações sobre o Banco Master passem a integrar formalmente o escopo da CPI. Segundo integrantes do colegiado, há indícios de conexões políticas que precisam ser esclarecidas, especialmente diante do avanço das apurações e do impacto do caso no sistema financeiro.
A CPI do Crime Organizado foi instalada em novembro do ano passado com o objetivo de investigar a atuação, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro. O foco principal recai sobre facções criminosas e milícias, que, segundo os senadores, ampliaram sua influência em diferentes regiões do país.
Por outro lado, à época da aprovação dos requerimentos para ouvir os governadores, ainda não havia suspeitas mais consistentes envolvendo o Banco Master. Como resultado, a mudança de cenário levou a comissão a reavaliar prioridades e aprofundar o alcance das apurações.
O colegiado é presidido pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) e tem como relator Alessandro Vieira (MDE-SE). Ao todo, a comissão conta com 11 membros titulares e sete suplentes, responsáveis por conduzir os trabalhos e definir os próximos passos da investigação.






















































