Negociar fim guerra voltou ao centro da agenda internacional após o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciar neste domingo (1) novas reuniões envolvendo Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. O objetivo, segundo o líder ucraniano, é avançar nas negociações para encerrar o conflito que já dura quase quatro anos.
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O encontro ocorrerá na quarta-feira (4) e na quinta-feira (5), em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. Desde já, a escolha do local sinaliza uma tentativa de mediação em território neutro. Além disso, a reunião marca a segunda rodada de negociações em 2026, já que o primeiro encontro ocorreu em janeiro deste ano.
Até o momento, no entanto, nem o governo russo nem a administração norte-americana se pronunciaram oficialmente sobre a participação ou sobre possíveis expectativas para o diálogo. Mesmo assim, Zelensky afirmou que a Ucrânia chega às conversas disposta a avançar.
Negociar fim guerra é prioridade, diz Zelensky
Em publicação nas redes sociais, o presidente ucraniano reforçou o interesse em uma solução concreta. Segundo ele, a Ucrânia está preparada para uma discussão substancial. Além disso, destacou que o país busca um resultado que leve a um encerramento real e digno da guerra.
“A Ucrânia está pronta para uma discussão substancial e temos interesse em garantir que o resultado nos aproxime de um fim real e digno para a guerra. Agradecemos a todos que estão ajudando!”, escreveu Zelensky. Dessa forma, o governo ucraniano tenta manter o apoio diplomático internacional enquanto enfrenta um cenário prolongado de desgaste militar e humanitário.
Por outro lado, especialistas avaliam que as negociações ainda enfrentam obstáculos significativos. Embora haja disposição para o diálogo, as posições entre Moscou e Kiev seguem distantes em pontos centrais, como território, garantias de segurança e sanções internacionais.
Conflito se aproxima de quatro anos
A guerra entre Rússia e Ucrânia completará quatro anos no próximo dia 24 de fevereiro. Conforme dados do Center for Strategic and International Studies (CSIS), o conflito já causou cerca de 1,2 milhão de vítimas russas e aproximadamente 600 mil ucranianas. Além disso, o estudo aponta que, até junho de 2026, o número total de vítimas pode chegar a 2 milhões.






















































