A saúde financeira dos bancos tornou-se um tema de atenção redobrada para consumidores e investidores desde a liquidação de instituições financeiras pelo Banco Central (BC) no fim de 2025. Como resultado, notícias e rumores passaram a circular com mais frequência, nem sempre baseados em informações corretas.
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Primeiramente, especialistas alertam que agir por medo pode gerar prejuízos desnecessários. Embora manchetes alarmistas ganhem espaço nas redes sociais, nem toda informação negativa sobre bancos procede. Assim, antes de tomar qualquer decisão, o consumidor deve buscar fontes oficiais e analisar dados objetivos.
Além disso, o próprio Banco Central disponibiliza ferramentas públicas que permitem avaliar a real situação de uma instituição financeira em funcionamento no Brasil. Dessa forma, informação de qualidade segue sendo a melhor defesa contra fake news no mercado financeiro.
Saúde financeira pode ser conferida em bases oficiais
Para checar a saúde financeira , o primeiro passo é confirmar se a instituição é autorizada e supervisionada pelo Banco Central. Isso pode ser feito no site do BC, no caminho: Meu BC → Serviços → Encontre uma instituição. Bancos não autorizados, por outro lado, não podem operar legalmente no sistema financeiro nacional.
Depois disso, o consumidor deve consultar bases oficiais de dados. A Central de Demonstrações Financeiras do Sistema Financeiro Nacional (CDSFN) reúne balanços e indicadores públicos. Além dela, o site Banco Data organiza essas informações de forma visual, facilitando a interpretação dos riscos. Da mesma forma, as páginas de Relações com Investidores (RI) das instituições trazem relatórios e resumos acessíveis.
Outro ponto essencial é analisar indicadores de solidez. O Índice de Basileia, por exemplo, mede a relação entre capital próprio e riscos assumidos. No Brasil, o mínimo exigido é de 11%, enquanto índices acima de 15% são considerados confortáveis. Além disso, lucros recorrentes, baixa inadimplência e índices de imobilização equilibrados indicam maior estabilidade.
O investidor também deve verificar se a instituição conta com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, com limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos. Entretanto, produtos como debêntures, CRI, CRA e títulos de capitalização não contam com essa garantia.






















































