Um alerta de assédio na UFRN se espalhou rapidamente entre estudantes e provocou um clima de apreensão dentro do campus de Natal. O aviso começou em grupos de mensagens e ganhou força ao longo do dia, após relatos de que um homem considerado suspeito circulava por áreas da universidade, principalmente nas proximidades do Departamento de Comunicação.
De acordo com os estudantes, a circulação do homem e as abordagens relatadas aumentaram a sensação de insegurança, sobretudo entre mulheres. Diante disso, colegas passaram a alertar uns aos outros para evitar áreas com pouca movimentação. Além disso, o clima de medo se intensificou com a informação de que o suspeito chegou a ser abordado, mas acabou liberado antes que a ocorrência fosse formalizada.
Universitárias relatam ataques
Uma universitária, que preferiu não se identificar, afirmou que a insegurança é maior em locais com menor fluxo de pessoas. Segundo ela, apesar da movimentação intensa em determinados horários, algumas áreas do campus ficam desertas ao longo do dia. Por isso, ela espera uma postura mais firme da instituição para garantir proteção a quem circula pela universidade.
Outra estudante também relatou ter sido abordada pelo mesmo homem. Conforme o depoimento, a aproximação ocorreu dentro de um prédio sem controle de acesso. Além disso, ela afirmou que o suspeito repetiu a conduta com outras alunas, o que aumentou o sentimento de risco. Embora não tenha havido agressão física, o constrangimento gerou preocupação e reforçou os alertas entre os estudantes.
Comunidade acadêmica pede mais vigilância
Após a divulgação do alerta de assédio da UFRN, equipes de segurança teriam abordado o homem citado nas mensagens. No entanto, conforme relatos compartilhados nos grupos, ele foi liberado antes que o caso fosse oficialmente registrado. Essa informação ampliou as críticas à atuação da segurança interna e reacendeu o debate sobre a vulnerabilidade no campus.
A cobrança por mais segurança na UFRN não é recente. Em abril, universitários realizaram um protesto pedindo reforço na vigilância. Na ocasião, estudantes denunciaram episódios de assédio, relataram situações compartilhadas por coletivos e citaram um caso divulgado por uma mulher que afirmou ter sido raptada. Agora, a comunidade acadêmica volta a exigir ações mais efetivas, como rondas em pontos com menor circulação, monitoramento ampliado e canais mais diretos para acionar a segurança.
A matéria completa você acompanha agora no programa Tá Na Hora





















































