A governadora Fátima Bezerra coordenou nesta terça-feira (10), no auditório da Governadoria do Estado, a reunião com órgãos das esferas federal, estadual e municipal para discutir ações de prevenção, preparação e resposta aos impactos da seca no Rio Grande do Norte.
Entre as medidas apresentadas estão obras de infraestrutura hídrica, estratégias de apoio e fortalecimento da agropecuária, além de ações como a construção de cisternas, poços artesianos e a instalação de dessalinizadores.
“Cumprimos nosso papel de buscar integração com órgãos do Governo Federal, entes municipais, prefeituras e a sociedade civil. O objetivo é traçarmos, juntos, um diagnóstico da situação atual da infraestrutura e da segurança hídrica do Estado para nos prepararmos adequadamente”, disse a governadora.
Planejamento estratégico estadual
Sobre o planejamento estratégico estadual e as ações de convivência com a estiagem, o secretário estadual de Recursos Hídricos, Paulo Varella, detalhou que o Governo do Rio Grande do Norte já investiu R$ 1,3 bilhão em infraestrutura hídrica entre 2019 e 2025. Entre as obras concluídas, destaca-se a Barragem de Oiticica, com capacidade de 742,6 milhões de metros cúbicos (m3), além da Adutora do Agreste Potiguar, que segue em avanço e deve beneficiar cerca de 500 mil habitantes, levando água para 38 municípios da região.
O Governo do Estado também ampliou a perfuração de poços, com mais de 600 unidades perfuradas ao longo da atual gestão, sendo 250 entregues apenas em 2025. Outra ação estruturante é o programa Açude Mais Seguro, que prevê a recuperação de barragens antigas. Das 28 selecionadas, 14 já tiveram as obras concluídas com recursos próprios.
Reservatórios acumulam 36,41% da capacidade total
Dados do Igarn indicam que os reservatórios do RN acumulam atualmente cerca de 1,93 bilhão de metros cúbicos de água, o equivalente a 36,41% da capacidade total. As quatro maiores barragens concentram mais de 80% desse volume. “A nova configuração climática impõe desafios imensos. O que funcionava no passado não serve mais para o futuro; hoje, precisamos de uma infraestrutura muito mais robusta. O Rio Grande do Norte vem se preparando de forma inédita para conviver efetivamente com o clima semiárido. Não basta a percepção da escassez; é preciso reservar água e ter capacidade técnica para transportá-la”, complementou o secretário de Recursos Hídricos.
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