Os Protestos contra o STF convocados pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e por outros políticos bolsonaristas estão marcados para o dia 1º de março, um domingo. O principal ato ocorrerá na Avenida Paulista, em São Paulo, às 14h. Além disso, parlamentares e influenciadores da direita articulam mobilizações simultâneas em diversas capitais do país.
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As convocações ganharam força na noite da última quinta-feira (12). Isso ocorreu após o ministro Dias Toffoli deixar a relatoria do chamado caso Master. Segundo informações de bastidores, ele sofreu pressão interna no Supremo Tribunal Federal para se afastar do processo. A decisão foi considerada inédita na história da Corte.
Protestos contra STF miram ministros e Lula
Os Protestos contra STF também têm como alvo o ministro Alexandre de Moraes e o presidente Luiz Inacio Lula da Silva. Em publicações no X, antigo Twitter, e no Instagram, Nikolas afirmou que o ato será “contra Lula, Moraes e Toffoli”. Além disso, ele defendeu o impeachment do presidente da República e dos ministros do Supremo.
Conforme relatos divulgados, Toffoli acumulou decisões controversas no caso Master. Posteriormente, um relatório da Polícia Federal apontou conversa do banqueiro Daniel Vorcaro sobre pagamento a uma empresa ligada ao ministro. No entanto, Toffoli declarou que os valores se referem à venda de sua participação no resort Tayayá.
Por outro lado, Alexandre de Moraes também entrou na pauta das críticas. Isso porque veio à tona um contrato de R$ 129 milhões envolvendo o escritório de advocacia de sua esposa com o banco Master. Em nota divulgada em dezembro de 2025, o ministro afirmou que o escritório jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central.
Enquanto isso, vídeos publicados por Nikolas alcançaram grande repercussão. Segundo dados do próprio parlamentar, uma das gravações atingiu 18 milhões de visualizações no Instagram até este sábado (14). Ele questiona o que chama de “limite da impunidade” e convoca apoiadores a comparecerem aos atos.
Anteriormente, em janeiro, Nikolas liderou uma caminhada entre Paracatu (MG) e Brasília em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A mobilização percorreu cerca de 200 quilômetros e reuniu apoiadores ao longo do trajeto. Agora, os organizadores apostam em nova adesão expressiva nas ruas.
