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PF inclui chefe de batalhão na Ucrânia em lista de interesse

Foto: Reprodução

A Polícia Federal incluiu o brasileiro Leanderson Paulino, chefe do batalhão Advanced, na lista de interesse do Brasil após a morte de um compatriota na guerra da Ucrânia. A decisão ocorre depois de denúncias de tortura envolvendo a unidade comandada por ele. Além disso, a medida permite que Leanderson preste esclarecimentos caso retorne ao país.

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O caso ganhou repercussão após a morte de Bruno Gabriel Leal da Silva, pernambucano de 28 anos, encontrada no dia 28 de dezembro do ano passado. Conforme relatos obtidos por veículos de imprensa, ele teria sofrido maus-tratos na unidade. No entanto, Leanderson não respondeu aos contatos da reportagem.

Quatro dias antes de morrer, Bruno procurou o serviço consular da Embaixada do Brasil em Kiev. Segundo diplomatas, ele denunciou retenção de passaporte e agressões. Ainda assim, apesar de ter recebido orientação para deixar o país imediatamente, ele não voltou à embaixada.

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Lista de interesse amplia alcance da investigação

Com a inclusão na lista de interesse, a PF poderá convocar o comandante para prestar depoimento ao chegar ao Brasil. Além disso, adidos da corporação no exterior já receberam a informação. Dessa forma, o caso pode ganhar dimensão internacional e, eventualmente, chegar à Interpol.

A Ouvidoria Militar da Ucrânia também abriu revisão das atividades da unidade Advanced. O órgão, ligado ao gabinete da presidência ucraniana e chefiado por Olha Reshetylova, confirmou que há indícios de potencial ofensa criminal na morte de Bruno. Por outro lado, nenhuma testemunha citou envolvimento de militares ucranianos nos episódios relatados.

Nos últimos 50 dias, testemunhas ouvidas sob anonimato descreveram rotina de violência e punições dentro da unidade. Segundo os relatos, Bruno teria morrido após sofrer agressões. Entretanto, as autoridades ainda investigam as circunstâncias.

O Ministério das Relações Exteriores informou que orienta brasileiros a não se alistarem em exércitos estrangeiros. Além disso, ressaltou que cidadãos podem responder judicialmente no Brasil por crimes cometidos fora do território nacional, conforme prevê o Código Penal.

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