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Índice de reprovação no exame prático do Detran sobe e vira alvo de investigação

Governo analisa se o problema está no nível de exigência dos examinadores ou na qualidade do ensino das autoescolas.

Tirar a carteira de motorista sempre foi um momento de ansiedade, mas, em 2026, esse desafio parece estar ainda mais difícil. Dados recentes apontam um crescimento considerável no número de candidatos que não conseguem passar no exame prático de direção, o que ligou um sinal de alerta no governo federal.

Diante desse cenário, o Ministério decidiu abrir uma apuração para entender o que está por trás dessas estatísticas. A ideia é descobrir se os alunos estão chegando despreparados ao teste ou se os critérios de avaliação ficaram rigorosos demais nos últimos meses.

Para quem está tentando a primeira habilitação, a notícia traz um misto de preocupação e alívio, já que muitos sentem na pele a pressão desproporcional durante o exame. Afinal, cada tentativa frustrada gera novas taxas e a necessidade de pagar por mais aulas práticas, pesando no orçamento das famílias.

O foco da investigação não é facilitar o processo, mas sim garantir que ele seja justo e eficiente. É fundamental que o exame reflita a capacidade real do motorista de conduzir com segurança, sem que fatores externos ou nervosismo excessivo prejudiquem quem realmente sabe dirigir.

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Entender os motivos dessa alta nas reprovações é o primeiro passo para melhorar a formação dos novos condutores no país. A seguir, detalhamos os pontos que estão sendo analisados e o que pode mudar para quem está no processo de tirar a CNH.

O que o Ministério pretende descobrir com a apuração

A investigação nacional busca identificar padrões nesse aumento de falhas. Uma das hipóteses é que as autoescolas não estejam conseguindo preparar os alunos para a realidade do trânsito moderno, focando apenas em circuitos decorados que pouco ensinam sobre a direção no dia a dia.

Outro ponto importante é a análise do comportamento dos examinadores. Existe uma queixa comum entre os candidatos sobre a falta de padronização nas notas. O que um avaliador considera uma falha leve em uma cidade, outro pode interpretar como uma falta eliminatória em outra região, gerando insegurança.

O governo também quer checar se as mudanças tecnológicas nos veículos usados nas provas estão influenciando os resultados. Carros com assistentes de rampa ou sensores de estacionamento podem facilitar a vida de uns, mas confundir quem aprendeu em modelos mais básicos.

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Além disso, a saúde mental dos candidatos entrou no radar. O Ministério avalia se o formato atual da prova não está gerando um estresse paralisante, onde o aluno acaba reprovado não por falta de perícia, mas por um bloqueio emocional momentâneo diante do avaliador.

Os erros que mais derrubam os candidatos nas provas

Mesmo com as mudanças no trânsito, os erros clássicos continuam sendo os principais responsáveis pelas reprovações. A baliza, sem dúvida, lidera o ranking. Deixar o carro encostar no balizador ou não conseguir alinhar o veículo no tempo permitido encerra o teste na hora.

Outra falha recorrente é o esquecimento da sinalização. Deixar de dar a seta ao iniciar uma manobra ou ao sair da vaga é considerado uma falta grave. Parece um detalhe bobo, mas para o Detran é um sinal de que o motorista pode causar acidentes por falta de comunicação.

Deixar o motor apagar, o famoso “morrer o carro”, também é um vilão constante. Embora o regulamento permita que isso aconteça uma vez sem causar a eliminação direta, o abalo emocional que o erro causa costuma levar o candidato a cometer novas falhas logo em seguida.

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Atenção redobrada também é necessária com a sinalização vertical. Avançar um sinal de “Pare” ou não respeitar a faixa de pedestres são erros eliminatórios. Muitas vezes, o nervosismo faz o aluno focar tanto nos pedais que ele acaba esquecendo de olhar para as placas ao redor.

Mudanças previstas para o processo de habilitação

Com os resultados dessa apuração em mãos, o governo estuda modernizar o sistema de avaliação. Uma das propostas é o uso de telemetria e câmeras dentro de todos os veículos de exame. Isso traria mais transparência, permitindo que o aluno revise sua prova e entenda exatamente onde errou.

Também se discute a atualização da carga horária das aulas práticas. Há quem defenda que o número atual de horas é insuficiente para dar a confiança necessária, especialmente em grandes centros urbanos onde o tráfego é muito mais agressivo e complexo.

As autoescolas também podem passar por uma reciclagem obrigatória de seus instrutores. O objetivo é que o ensino seja mais focado na tomada de decisão e na percepção de riscos, e não apenas em passar nos obstáculos específicos do pátio do Detran.

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A ideia é transformar o processo em algo mais educativo e menos burocrático. Se o índice de reprovação cair sem comprometer a segurança, todos ganham: o cidadão economiza tempo e dinheiro, e o trânsito recebe motoristas mais bem preparados emocionalmente.

Dicas para manter a calma e passar de primeira

Enquanto as mudanças não chegam, a melhor estratégia para o candidato é o preparo mental. Fazer aulas extras em horários de pico e em trajetos diferentes ajuda a diminuir o medo do desconhecido. Quanto mais familiarizado com o carro você estiver, menor será o impacto do nervosismo.

No dia da prova, procure chegar com antecedência e evite conversar com pessoas que acabaram de ser reprovadas. O clima negativo pode aumentar sua ansiedade. Foque no seu treinamento e lembre-se que o examinador está ali apenas para conferir o que você já praticou diversas vezes.

Antes de começar, verifique se o banco, os espelhos e o cinto de segurança estão perfeitos. Iniciar o teste com conforto passa uma imagem de segurança para quem está avaliando. Se cometer um erro pequeno, não desista; respire fundo e continue focado na próxima manobra.

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Por fim, trate o exame como uma aula comum. A técnica você já tem, o desafio agora é controlar a mente. Com atenção plena e seguindo rigorosamente o que aprendeu, a aprovação se torna uma consequência natural do seu esforço.

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