Quem não gosta de colocar o cachorro no carro e partir para um passeio no parque ou uma viagem no fim de semana? No entanto, o que parece um momento de lazer pode acabar pesando no bolso se você não seguir as normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Muita gente ainda tem o hábito de deixar o animal solto no banco de trás ou, pior, com a cabeça para fora da janela. Embora a cena seja comum, ela representa um perigo real de acidentes e, agora, a fiscalização está mais rigorosa quanto ao transporte correto desses companheiros.
A grande mudança que os motoristas precisam entender é que o animal nunca deve atrapalhar a visão ou a condução do veículo. Se o seu pet pular no seu colo ou tentar ir para o banco da frente, a infração é considerada média, gerando uma dor de cabeça desnecessária.
Além do valor em dinheiro, o condutor perde 4 pontos na CNH. É uma medida que visa proteger não apenas as pessoas dentro do carro, mas o próprio animal, que pode ser arremessado em caso de uma freada brusca ou colisão leve.
Garantir que o bicho de estimação esteja seguro é um ato de carinho e responsabilidade. Existem diversos equipamentos no mercado que facilitam essa tarefa e evitam que o passeio termine em um posto policial ou com uma autuação em casa.
O que diz a lei sobre o transporte de animais
Transportar animais na parte externa do veículo, como em caçambas de picapes sem a devida proteção, ou deixar o bichinho colocar a cabeça para fora é proibido. O vento e objetos da estrada podem ferir os olhos e ouvidos do pet, além do risco de queda.
A infração por levar o animal à esquerda do motorista (entre o braço e a porta) ou no colo é direta e não admite desculpas. O agente de trânsito entende que essa prática tira a atenção de quem dirige e limita os movimentos necessários para manobras de emergência.
Já o transporte de animais “soltos” de forma que possam pular para o banco do condutor também é motivo de multa. Por isso, a recomendação é que eles fiquem sempre no banco traseiro, devidamente contidos por acessórios específicos que prendem no encaixe do cinto de segurança.
Acessórios que salvam vidas e evitam multas
Para quem tem cães de porte médio ou grande, o cinto de segurança para pets é a melhor opção. Ele é uma guia curta que se prende ao peitoral do animal e trava no mesmo lugar onde colocamos o nosso cinto, impedindo que o cão circule pelo carro.
Já para gatos ou cães pequenos, a caixa de transporte continua sendo a escolha mais segura. Ela deve ser fixada para não escorregar no banco. Existem também as “cadeirinhas” ou cestos, que permitem que o animal veja a paisagem sem sair do lugar.
Outra alternativa interessante são as grades divisórias, que separam o porta-malas (em carros modelo SUV ou Hatch) do restante da cabine. Assim, o pet tem espaço para se movimentar sem oferecer risco de pular nos passageiros ou distrair quem está ao volante.
Dicas para uma viagem tranquila com seu pet
Antes de pegar a estrada, tente acostumar o animal ao ambiente do carro. Faça trajetos curtos e positivos para que ele não associe o veículo apenas a idas ao veterinário. Isso reduz o estresse e a agitação durante o percurso.
Mantenha a temperatura interna agradável, usando o ar-condicionado se necessário, já que os animais sentem calor mais rápido que os humanos. E nunca, sob hipótese alguma, deixe seu pet sozinho dentro de um carro fechado, mesmo que seja por apenas cinco minutos.
Planejar as paradas também é essencial para que o bicho possa beber água e fazer as necessidades. Com esses cuidados simples, você segue as leis de trânsito, protege quem você ama e evita que uma multa de R$ 195,23 estrague o seu dia de folga.






















































