Política

Lulinha pede extensão de decisão no STF

Defesa solicita aplicação de entendimento que suspendeu quebra de sigilo de empresária na CPMI do INSS.

Lulinha pede extensão ao Supremo Tribunal Federal da decisão que suspendeu as quebras de sigilo da empresária Roberta Luchsinger no âmbito da CPMI do INSS. A defesa de Fábio Luís Lula da Silva protocolou o pedido nesta quarta-feira (4) junto ao ministro Flávio Dino.

Mais cedo, Dino atendeu a um mandado de segurança apresentado pela defesa da empresária e suspendeu os efeitos da quebra de sigilo aprovada pela comissão. O ministro entendeu que os parlamentares aprovaram 87 requerimentos de forma conjunta, na chamada votação “em globo”, sem apresentar fundamentação individualizada para cada medida.

Segundo o magistrado, medidas como quebra de sigilo bancário e fiscal exigem justificativa específica caso a caso. Por isso, ele considerou que a comissão não observou o devido processo ao aprovar os pedidos de maneira coletiva.

Defesa argumenta falta de fundamentação

Com base nesse entendimento, os advogados de Lulinha sustentam que a mesma lógica jurídica se aplica ao caso dele. De acordo com a defesa, a CPMI do INSS também quebrou o sigilo do filho do presidente sem apresentar justificativa concreta e individualizada.

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“O fundamento da decisão é plenamente aplicável a Fábio Luís”, afirma a peça assinada pelo advogado Guilherme Suguimori Santos. Além disso, a defesa informou que Lulinha se compromete a compartilhar voluntariamente documentos bancários e fiscais diretamente ao STF.

O empresário também responde a medidas autorizadas pelo ministro André Mendonça em outro procedimento na Corte.

Decisão suspendeu efeitos para empresária

A liminar concedida por Flávio Dino suspendeu especificamente os efeitos da quebra de sigilo em relação a Roberta Luchsinger. No entanto, o ministro indicou que outras defesas podem solicitar a extensão da decisão, desde que demonstrem situação semelhante.

Além disso, Dino ressaltou que a CPMI poderá refazer a deliberação. Para isso, a comissão deverá analisar cada requerimento de forma individual e registrar as justificativas em ata.

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Disputa política no Senado

A sessão que aprovou os requerimentos gerou disputa entre governistas e oposição. Parlamentares aliados do governo recorreram ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tentar anular a votação.

Na terça-feira (3), Alcolumbre decidiu manter a sessão e suas deliberações. Segundo ele, não houve violação ao regimento interno.

Agora, o STF analisará o pedido apresentado pela defesa de Lulinha. Caso o ministro conceda a extensão, a decisão poderá suspender também os efeitos da quebra de sigilo determinada pela CPMI do INSS em relação ao empresário.

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