Polícia

Morte de Yohana Maite, envenenada com açaí contaminado, completa quase um ano sem indiciados após arquivamento do inquérito

Caso foi arquivado por falta de provas quase um ano após a confirmação do envenenamento.

A morte de Yohana Maite completa quase um ano sem respostas. A bebê, de apenas oito meses, morreu em abril do ano passado após ingerir um açaí contaminado com chumbinho. Apesar da confirmação de envenenamento, a Justiça arquivou o inquérito por falta de provas e de suspeitos.

O caso voltou a ganhar repercussão porque a mãe da criança, Danieli, cobra justiça e esclarecimentos. Para ela, o tempo não amenizou a dor. “O tempo passou, mas para mim ele parou naquele dia”, desabafa.

Segundo a investigação, o açaí chegou à residência como um presente. O que parecia um gesto de carinho, no entanto, terminou em tragédia. Após consumir o alimento, Yohana passou mal e não resistiu.

A prima da bebê, Geysa de Cássia Tenório Silva, também ingeriu o mesmo açaí. Ela apresentou sintomas graves, precisou de internação e ficou em estado delicado, mas sobreviveu.

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Laudo confirmou envenenamento

A Polícia Civil confirmou, por meio de laudo pericial, que o alimento estava contaminado com chumbinho, substância utilizada irregularmente como raticida e altamente tóxica.

Diante da gravidade, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa assumiu as investigações. O delegado responsável confirmou que houve envenenamento. No entanto, ao longo dos meses, os investigadores não identificaram autoria nem reuniram provas suficientes para indiciamento.

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Em novembro de 2025, a autoridade policial decidiu arquivar o inquérito por falta de elementos que permitissem apontar um responsável.

Família cobra reabertura

Quase um ano após a morte de Yohana Maite, a família ainda convive com a dor e com a ausência de respostas. A mãe afirma que espera a reabertura do caso caso surjam novas provas ou informações que ajudem a esclarecer o crime.

Enquanto isso, o episódio permanece sem solução. A morte de Yohana Maite reforça o alerta sobre os riscos do uso ilegal de substâncias tóxicas e evidencia o sofrimento de uma família que ainda busca justiça.

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