O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) atuou em um processo que resultou na adoção de Arthur Garção, um bebê de 8 meses com Síndrome de Down. A intervenção da instituição foi fundamental para garantir a agilidade e a segurança jurídica necessárias ao acolhimento da criança por sua nova família, que reside em Natal.
Os trâmites ocorreram em Parnamirim, município onde o bebê nasceu e residia. O MPRN buscou assegurar o direito fundamental à convivência familiar e comunitária em um ambiente estruturado. A promotora de Justiça Gerliana Rocha acompanhou as etapas do procedimento legal que permitiram o desfecho positivo para o caso.
Segundo a promotora de Justiça, o trabalho do MPRN foi focado em remover barreiras que pudessem atrasar a integração da criança. “Em razão de sua condição, o MPRN inseriu o Arthur no projeto Pontes de Esperança. A atuação do MPRN foi pautada na proteção integral do bebê, garantindo que todos os requisitos fossem cumpridos para o sucesso dessa adoção e para o bem-estar de Arthur”, explicou.
O acompanhamento rigoroso permitiu que o processo seguisse os fluxos previstos na legislação de forma eficiente. Arthur foi recebido pelo casal Gullyver Garção e Maria Helena Garção, que já aguardavam pela oportunidade de exercer a paternidade e a maternidade. A chegada do bebê transformou a rotina e a dinâmica da residência da família.
Pais adotivos seguiram todas as orientações das equipes técnicas
Os dois, que já eram pais adotivos também de Heitor, que tem 8 anos, seguiram todas as orientações das equipes técnicas do MPRN durante o período de adaptação. O suporte oferecido pelo órgão foi essencial para que os novos pais se sentissem amparados no início dessa jornada.
O técnico em radiologia Gullyver Garção relatou que a presença do filho trouxe um novo sentido para a vida do casal desde os primeiros dias de convivência. Para ele, a adaptação ocorreu de forma natural e o vínculo afetivo se fortaleceu rapidamente com os cuidados diários. “Foi amor à primeira vista. Assim que soubemos da existência do Arthur, decidimos que ele seria nosso filho. A chegada de Arthur trouxe uma alegria imensa e completou nossa casa de uma maneira que não conseguimos nem descrever”, afirmou o pai. A família destaca que o bebê recebe toda a atenção necessária para o seu pleno desenvolvimento motor e cognitivo.
Maria Helena Garção também expressou o impacto emocional causado pela oficialização do vínculo familiar e pela convivência com o bebê de 8 meses. A mãe ressaltou que a rotina da casa passou por modificações significativas para atender às necessidades específicas e globais de Arthur. “Nossa família mudou completamente para melhor após a chegada dele, e cada pequena evolução do Arthur é motivo de celebração para todos nós”, comentou a mãe. O casal compartilha os cuidados e as descobertas diárias que envolvem o crescimento do filho.
MPRN






















































