Mensagens que circulam nas redes sociais voltaram a espalhar desinformação sobre imunização. Desta vez, publicações afirmam que a vacina da gripe não causa gripe, mas aumentaria o risco de contrair a doença. A informação é falsa. O alerta foi dado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (1).
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A vacina contra influenza produzida pelo Instituto Butantan apresenta eficácia comprovada na prevenção de hospitalizações e mortes, principalmente entre grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos.
Vacina é segura e recomendada
A vacina disponível no Programa Nacional de Imunizações (PNI) é a Influenza trivalente produzida pelo Instituto Butantan. O imunizante é indicado para prevenir casos graves, complicações, internações e óbitos causados pelo vírus influenza.
O uso da vacina é recomendado pelo Ministério da Saúde, além de ser pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, também recomenda o uso de vacinas trivalentes.
Vacina não provoca gripe
Especialistas esclarecem que a vacina da gripe é produzida com vírus inativados, fragmentados e purificados, o que impede a possibilidade de provocar a doença.
A confusão ocorre porque o vírus influenza circula com maior intensidade durante o outono e inverno, período em que também aumentam outras viroses respiratórias, como:
- Influenza
- SARS-CoV-2
- Vírus sincicial respiratório (VSR)
- Rinovírus
- Parainfluenza
Assim, pessoas vacinadas podem contrair outros vírus e apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, o que gera a falsa impressão de que a vacina não funcionou.
Na prática, a vacinação reduz a chance de sintomas graves e diminui significativamente o risco de internações e mortes.
Vacina é gratuita pelo SUS
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente a vacina contra a gripe, além de antivirais para tratamento da doença, principalmente para grupos prioritários.
A estratégia de vacinação contra influenza foi incorporada ao PNI em 1999 e segue como a principal ferramenta de prevenção.
Os grupos prioritários incluem:
- Idosos
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
- Gestantes
- Trabalhadores da saúde
- Professores
- Pessoas com comorbidades
- Pessoas com deficiência
- Forças de segurança
- Caminhoneiros
- Trabalhadores do transporte coletivo
Vigilância da Influenza
O Ministério da Saúde também reforçou a vigilância da Influenza A (H3N2), especialmente do subclado K, que tem sido mais frequente em países como Estados Unidos e Canadá.
O alerta segue recomendação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). No Brasil, quatro casos do subclado já foram identificados.
As análises foram conduzidas por laboratórios de referência, como a Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Adolfo Lutz.
Combate à desinformação
Autoridades de saúde reforçam que a vacina contra a gripe salva vidas e reduz internações. A recomendação é buscar informações em fontes oficiais e evitar compartilhar notícias falsas.






















































