A Polícia Federal afirmou, pela segunda vez, em novo relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal, que não há indícios de que o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha interferido na corporação em benefício de aliados.
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De acordo com o documento, encaminhado à Procuradoria-Geral da República, a análise dos fatos não identificou elementos suficientes para sustentar acusações criminais. Além disso, o delegado responsável pelo caso destacou que a investigação considerou um período específico e limitado.
Interferência é analisada novamente
Conforme explicou o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, o inquérito avaliou fatos dentro de um “lapso temporal restrito”. Dessa forma, ele concluiu que as diligências realizadas à época não revelaram informações capazes de justificar imputações penais.
A reabertura da investigação ocorreu após determinação do ministro Alexandre de Moraes, em 2025. O pedido partiu da PGR, que considerou novos elementos oriundos de outros processos envolvendo o ex-presidente.
Ainda assim, mesmo com a revisão, a Polícia Federal manteve o entendimento anterior. Em 2022, a corporação já havia concluído pela ausência de crime, o que levou ao arquivamento inicial do caso.
Origem das acusações
Anteriormente, a investigação começou em 2020, após a saída do então ministro da Justiça Sergio Moro do governo. Na ocasião, Moro acusou Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal, especialmente na troca do diretor-geral Maurício Valeixo.
Além disso, Moro apresentou mensagens e relatos como indícios de suposta interferência. No entanto, ao longo das apurações, a PF entendeu que os elementos não configuravam crime.
A PGR ainda deve analisar o novo relatório antes de qualquer decisão definitiva. Assim, o caso segue sob avaliação no STF.
