O Bloqueio de Ormuz voltou ao centro das tensões internacionais neste sábado (18), após o Irã anunciar a retomada da restrição ao tráfego no Estreito de Ormuz. A medida responde diretamente ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos. Assim, o cenário geopolítico volta a se agravar, com reflexos imediatos no mercado energético global.
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O anúncio foi feito pela Guarda Revolucionária iraniana, por meio da agência estatal Tasnim. Segundo o comunicado, o bloqueio permanecerá enquanto as sanções americanas continuarem em vigor. Além disso, o governo de Teerã deixou claro que condiciona a liberação da rota marítima ao fim das restrições impostas por Washington.
Bloqueio de Ormuz pressiona mercado global
O Bloqueio de Ormuz ocorre em meio a um momento de instabilidade no Oriente Médio. Um dia antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o bloqueio naval aos portos iranianos seguirá ativo até que haja um acordo com o Irã, incluindo questões relacionadas ao programa nuclear. No entanto, Teerã reagiu com firmeza à posição americana.
Anteriormente, o Irã havia sinalizado a reabertura do estreito após um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Hezbollah. Contudo, com a manutenção das sanções, o país voltou atrás e retomou a restrição. Por outro lado, autoridades iranianas chegaram a alertar que poderiam intensificar as medidas caso o impasse continue.
Mesmo com o cenário de tensão, dados indicam que ao menos oito petroleiros conseguiram atravessar o estreito neste sábado. Ainda assim, a situação permanece instável. Como resultado, o mercado internacional acompanha com atenção os desdobramentos.
Localizado entre Irã e Omã, o Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas mais estratégicas do mundo. Por ele passam cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia. Além disso, aproximadamente 20% do comércio global de gás natural liquefeito depende da passagem.
Segundo a Agência Internacional de Energia, o fechamento da rota pode provocar impactos severos no abastecimento global. Em cenários anteriores, houve perda de mais de 10 milhões de barris diários. Dessa forma, a restrição afeta diretamente preços e oferta de energia.
