O Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, manifestou apoio à decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A declaração ocorreu durante uma agenda partidária realizada no Rio Grande do Sul.
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Segundo Caiado, a medida adotada pelo governo norte-americano demonstra a gravidade da expansão das facções criminosas brasileiras. No entanto, ele ressaltou que a classificação, por si só, não resolverá os problemas relacionados ao avanço do crime organizado no país.
Além disso, o pré-candidato afirmou que as organizações criminosas ampliaram sua influência em diversas regiões do território nacional. Conforme declarou, a presença dessas facções representa um desafio crescente para a segurança pública e para o combate ao tráfico internacional de drogas.
Ronaldo Caiado defende medidas mais rígidas
Durante o discurso, Caiado afirmou que, caso chegue à Presidência da República, pretende encaminhar ao Congresso Nacional um projeto para classificar oficialmente PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
Ele declarou que apoiaria ações mais rigorosas contra grupos criminosos. Segundo o político, o objetivo seria ampliar os instrumentos legais disponíveis para as forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado.
Ao comentar a situação da Amazônia, Caiado afirmou que a região se tornou um importante corredor para o tráfico internacional de drogas. Dessa forma, ele defendeu uma atuação mais integrada entre os órgãos de segurança brasileiros e instituições internacionais.
O pré-candidato também relacionou o crescimento das facções aos governos federais comandados pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Durante sua fala, ele criticou a evolução dessas organizações ao longo das últimas décadas e afirmou que elas ampliaram significativamente sua estrutura e atuação.
Experiência de Goiás foi citada como exemplo
Caiado utilizou a experiência de Goiás para defender suas propostas na área da segurança pública. Segundo ele, regiões anteriormente afetadas pela atuação de facções criminosas passaram por mudanças após investimentos em inteligência policial e integração entre as forças de segurança.
Além disso, o ex-governador destacou a importância do compartilhamento de informações entre órgãos estaduais, federais e internacionais. Conforme explicou, a cooperação entre diferentes instituições pode aumentar a eficiência das operações contra organizações criminosas.
Outra proposta apresentada por Caiado envolve a ampliação da autonomia dos governadores na condução de políticas de segurança pública. De acordo com ele, os estados precisam ter mais ferramentas para agir de forma rápida e eficaz diante do avanço do crime organizado.
