A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro apresentou uma nova proposta de delação premiada à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR). O material foi entregue durante uma reunião realizada na segunda-feira (1º) e inclui nomes que não apareciam na versão anterior do acordo.
Segundo informações divulgadas pela coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, a nova proposta amplia o conteúdo já apresentado anteriormente e traz novos elementos para análise das autoridades.
Entre os nomes citados no material está o senador Ciro Nogueira. De acordo com a publicação, integrantes da defesa afirmam que Vorcaro decidiu incluir o parlamentar após investigadores encontrarem mensagens trocadas entre os dois no celular do banqueiro.
Material será analisado pela PF e pela PGR
Fontes que tiveram acesso à proposta relataram à coluna que o novo documento está mais detalhado e apresenta informações adicionais em relação à primeira versão.
Agora, investigadores da Polícia Federal e integrantes da Procuradoria-Geral da República deverão analisar o conteúdo para definir se continuarão as negociações em torno de um possível acordo de colaboração premiada.
Além disso, uma nova reunião entre representantes da defesa e autoridades responsáveis pelo caso estava prevista para esta quarta-feira (3). No entanto, o encontro acabou sendo cancelado.
Autorização para reuniões segue válida
Na semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, autorizou Daniel Vorcaro a receber seus advogados na superintendência da Polícia Federal em Brasília.
A decisão permite encontros entre 9h e 17h, de segunda a sexta-feira. Dessa forma, o banqueiro pode discutir os termos da colaboração com sua equipe jurídica.
Segundo fontes ligadas à investigação, a autorização permanece válida até o dia 12 de junho. Enquanto isso, PF e PGR continuam avaliando os elementos apresentados na nova proposta de delação.
Próximos passos da negociação
Com a entrega do novo material, as autoridades deverão verificar a consistência das informações e a relevância dos fatos apresentados.
Somente após essa análise, Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República decidirão se avançam nas tratativas para formalizar um eventual acordo de colaboração premiada com o dono do Banco Master.
