O caso da arara-canindé Peppa, que mobilizou moradores do Rio Grande do Norte e ganhou repercussão nas redes sociais, entrou em uma nova fase. A defesa dos tutores da ave questiona informações presentes no laudo da necropsia e cobra esclarecimentos sobre os procedimentos adotados após a apreensão do animal.
Peppa viveu por cerca de 16 anos com os tutores no litoral Sul potiguar. No entanto, agentes do Ibama apreenderam a ave durante uma fiscalização e a encaminharam para um centro de triagem na Paraíba. Dias depois, a família recebeu a informação de que o animal havia morrido.
Agora, o advogado da família, Cláudio Medeiros, aponta possíveis inconsistências no laudo pericial. Entre os principais questionamentos está o intervalo entre a data informada da morte e a realização da necropsia. Além disso, a defesa destaca a ausência da anilha de identificação, item considerado fundamental para comprovar oficialmente a identidade da ave.
Outro ponto levantado pela defesa envolve o destino do corpo da arara. Segundo o advogado, o animal não deverá ser devolvido aos tutores. Ao mesmo tempo, imagens anexadas ao próprio laudo também levantaram dúvidas sobre o estado de conservação descrito no documento oficial.
Além das questões relacionadas à perícia, a defesa avalia os próximos passos jurídicos do caso e pretende solicitar novos esclarecimentos aos órgãos responsáveis. A família afirma que busca respostas sobre todas as etapas do procedimento realizado após a apreensão da ave.
Resposta do Ibama
Por sua vez, o Ibama informou que aguarda a conclusão do laudo pericial para apontar oficialmente a causa da morte da arara. Enquanto isso, o caso segue sob análise e continua gerando repercussão entre apoiadores da campanha que pedia o retorno de Peppa aos tutores.
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