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Helicópteros que bateram no Rio não tinham sistema de alerta anticolisão, diz especialista

Investigação vai apurar fatores humanos, operacionais e técnicos que podem ter contribuído para o acidente.

Os helicópteros envolvidos na colisão registrada no Rio de Janeiro não possuíam sistema de alerta anticolisão. A informação foi divulgada pelo especialista em segurança de voo Lito Peterka, que destacou a necessidade de investigar a visibilidade entre os pilotos no momento da aproximação. O acidente deixou seis mortos.

Segundo o especialista, as aeronaves eram utilizadas para transporte privado e, por esse motivo, não contavam com equipamentos mais avançados de segurança, comuns em operações de táxi aéreo.

“Esses helicópteros não possuem um equipamento de alerta anticolisão, por serem helicópteros de transporte privado. Eles não podem fazer transporte remunerado, ao contrário de um táxi aéreo, que utiliza aeronaves mais adaptadas”, explicou.

Além disso, uma análise preliminar das imagens divulgadas aponta que os helicópteros seguiam em uma possível rota de colisão. No entanto, Peterka ressaltou que ainda é cedo para apontar as causas definitivas do acidente.

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“O vídeo publicado indica que eles estavam em rota de colisão”, afirmou.

Investigação vai analisar a visibilidade entre os pilotos

A colisão aconteceu na manhã de domingo, em uma área próxima à Avenida das Américas, no Rio de Janeiro. Após o impacto, uma das aeronaves pegou fogo.

Entre as vítimas estão os dois pilotos e quatro passageiros. Entre eles, estavam o youtuber argentino Gaspar Prim, conhecido como Gaspi, e o cantor norte-americano Oliver Tree.

De acordo com o especialista, a visibilidade entre os pilotos será um dos principais pontos da investigação. Essa análise pode ajudar a esclarecer a dinâmica do acidente.

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“É difícil explicar a colisão, porque quem vinha do lado tinha plena visão do outro helicóptero”, declarou.

Enquanto isso, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) conduz a investigação técnica. Paralelamente, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apura as circunstâncias da tragédia.

Fatores humanos, operacionais e técnicos entrarão na investigação

Segundo Peterka, a equipe responsável pela apuração deverá analisar diversos fatores. Entre eles, estão o treinamento dos pilotos, as condições das aeronaves, a atuação do controle de tráfego aéreo e a interação dos tripulantes com o ambiente operacional.

Além disso, o especialista destacou que a investigação aeronáutica tem como principal objetivo evitar novos acidentes.

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“São inúmeras as variáveis que precisam de investigação e esclarecimento para prevenir novas tragédias”, afirmou.

Ele explicou ainda que a responsabilização criminal não representa o foco principal desse tipo de apuração. Mesmo que a polícia não identifique um culpado, os investigadores examinam todos os fatores envolvidos na operação.

Por fim, a investigação busca identificar falhas nos procedimentos, nos equipamentos e na atuação dos profissionais envolvidos. Dessa forma, as autoridades pretendem reforçar a segurança da aviação e impedir que acidentes semelhantes voltem a ocorrer.

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