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Alertas falsos emitidos partiram de contas no Pará

Foto: Reprodução

Os alertas falsos emitidos para milhões de celulares em diferentes regiões do Brasil na madrugada entre sexta-feira (19) e sábado (20) passaram a ser alvo de investigação da Polícia Federal. Além disso, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou que os disparos partiram de credenciais vinculadas a dois agentes da Defesa Civil do Pará.

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As mensagens indevidas chegaram a usuários dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal e de outras seis capitais brasileiras. Conforme informações repassadas pelo ministério, os alertas continham termos incomuns como “misantropia”, “misantropo” e até referências a um suposto “ataque alienígena”.

Alertas falsos emitidos mobilizam investigação federal

De acordo com o documento encaminhado às autoridades, foram registrados dez disparos indevidos por diferentes canais de comunicação. Entre eles estavam SMS, TV por assinatura, WhatsApp, Google Alertas Públicos e o sistema Cell Broadcast.

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Segundo o Ministério da Integração, após a identificação dos dois primeiros alertas, a equipe técnica responsável pela plataforma bloqueou a credencial utilizada no envio. No entanto, outra credencial da mesma instituição foi usada posteriormente para realizar novos disparos.

A pasta informou que os envios ocorreram para localidades fora da área de autorização das contas vinculadas aos agentes da Defesa Civil do Pará. Dessa forma, o caso levantou suspeitas sobre falhas de segurança ou utilização indevida das credenciais.

A principal linha de investigação aponta para uma possível ação de hackers. Conforme a avaliação inicial do ministério, invasores podem ter explorado brechas no sistema e utilizado dados de acesso de servidores para operar a Interface de Divulgação de Alertas Públicos.

Suspeita envolve uso indevido de credenciais

O ministério também destacou que existem indícios de que a plataforma permitiu operações sem a devida restrição territorial. Em outras palavras, usuários teriam conseguido emitir ou tentar emitir alertas para áreas onde não possuíam autorização de atuação.

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Essa possibilidade aumenta a preocupação das autoridades com a segurança dos sistemas de comunicação emergencial utilizados em todo o país. Além disso, o episódio reforça a necessidade de aprimorar mecanismos de autenticação e monitoramento das plataformas oficiais.

A Polícia Federal iniciou a investigação no sábado (20) e deverá apurar tanto a origem dos acessos quanto eventuais vulnerabilidades existentes no sistema. Assim, o objetivo é identificar os responsáveis pelos disparos e evitar novas ocorrências semelhantes.

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