A eleição em Roraima movimenta mais de 384 mil eleitores neste domingo (21). Os cidadãos retornam às urnas para escolher o próximo governador do estado em uma votação suplementar que definirá quem comandará o Executivo estadual até janeiro de 2027.
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A nova eleição ocorre após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou os mandatos do governador Edilson Damião e do ex-governador Antonio Denarium por abuso de poder político e econômico durante o processo eleitoral de 2022. Dessa forma, os eleitores terão a responsabilidade de escolher diretamente o novo chefe do Executivo estadual.
Segundo a Justiça Eleitoral, a votação acontece até as 17h no horário local em 350 locais distribuídos por todo o estado. Além disso, as autoridades reforçaram a estrutura para garantir a segurança e a normalidade do pleito.
Eleição em Roraima reúne três candidatos
A disputa pelo governo estadual conta com três candidatos. Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista, participa da eleição com apoio do grupo político ligado ao ex-governador Antonio Denarium. No entanto, sua candidatura segue sob análise judicial.
Por outro lado, Soldado Sampaio (Republicanos), atual presidente da Assembleia Legislativa, assumiu interinamente o governo após a cassação e busca agora a confirmação nas urnas.
Além disso, Nelita Frank (PT) representa a oposição. A candidatura surgiu após a substituição da professora Antônia Pedrosa. Embora o nome e a foto de Pedrosa apareçam na urna eletrônica, o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) informou que todos os votos serão contabilizados para Nelita Frank.
Motivos da eleição suplementar
A realização do novo pleito foi determinada pelo TSE em maio deste ano. Conforme a decisão, os ministros identificaram uso indevido da máquina pública durante o período eleitoral de 2022.
Entre as irregularidades apontadas estão a ampliação de programas sociais, distribuição de cestas básicas e repasses de recursos a municípios em período considerado sensível para a disputa eleitoral. Como resultado, a Corte decidiu pela cassação dos mandatos e pela realização de uma nova eleição direta.
Antonio Denarium foi declarado inelegível por oito anos. O tribunal também rejeitou a possibilidade de uma escolha indireta pela Assembleia Legislativa, garantindo que a população participasse diretamente da definição do novo governador.






















































