Cerca de 500 detentos apresentaram mal-estar ao longo do fim de semana na Cadeia Pública de Mossoró e nas alas feminina e masculina do Complexo Penal Mário Negócio. A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (Seap) registrou os casos a partir da sexta-feira (19).
As unidades abrigam cerca de 1.500 internos e servem aproximadamente 4.500 refeições por dia. Em média, cada preso recebe quatro refeições diárias.
Detentos apresentaram sintomas leves e receberam atendimento no local
Os internos relataram sintomas como diarreia e vômito. Diante da situação, o Estado enviou uma equipe formada por médicos, enfermeiros e técnicos para atendimento nas unidades.
Entre sexta-feira (19) e domingo (21), pelo menos 500 presos apresentaram sintomas e passaram por avaliação da equipe de saúde prisional.
Apesar dos registros, os casos foram considerados leves. Além disso, não houve necessidade de internação nem transferência para hospitais.
O atendimento ocorreu dentro de uma Unidade Básica de Saúde instalada no Complexo Penal Mário Negócio.
Secretaria investiga possível intoxicação alimentar
A Secretaria de Administração Penitenciária investiga as causas do problema. A suspeita inicial aponta para um quadro de intoxicação alimentar.
Segundo a pasta, detentos das mesmas unidades já haviam feito questionamentos sobre a qualidade da alimentação antes do episódio.
Mesmo assim, o governo informou que o contrato com a empresa fornecedora, Líder Refeições, permanece regular.
Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró e a Vigilância Sanitária foram acionadas para acompanhar a investigação.
Empresa fornecedora não se pronunciou
A reportagem tentou contato com a empresa Líder Refeições para obter esclarecimentos sobre o fornecimento das refeições.
No entanto, até a última atualização desta matéria, a empresa não respondeu às solicitações.
