El Niño avança no Oceano Pacífico e deve ganhar ainda mais força nos próximos meses, com previsão de atingir o pico entre setembro e o início da primavera no Hemisfério Sul. O alerta foi divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência climática da ONU, que prevê aumento da frequência de ondas de calor, secas, chuvas intensas e outros eventos climáticos extremos em diferentes regiões do planeta.
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Segundo o boletim mais recente da OMM, a temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial central e leste deve ultrapassar 2°C acima da média, característica de um episódio considerado forte do fenômeno. Além disso, o aquecimento das águas tende a influenciar diretamente o clima global nos próximos meses.
El Niño avança e aumenta risco de eventos extremos
De acordo com a OMM, o fortalecimento do fenômeno pode provocar temperaturas acima da média em grande parte das áreas continentais do planeta. Ao mesmo tempo, mudanças no regime de chuvas devem provocar precipitações intensas em algumas regiões e estiagens prolongadas em outras.
Conforme explicou o meteorologista Márcio Bueno, da Tempo OK, o El Niño é um fenômeno natural que ocorre de forma periódica e se alterna com a La Niña. No entanto, as projeções atuais indicam que este poderá ser um dos episódios mais intensos dos últimos anos.
O especialista destacou que o Oceano Atlântico também exerce influência significativa sobre o clima brasileiro. Segundo ele, embora o aquecimento do Pacífico seja determinante, as mudanças climáticas provocadas pela ação humana podem contribuir para intensificar os efeitos observados atualmente.
Brasil deve reforçar medidas de prevenção
Para o Brasil, a tendência climática segue o padrão observado em outros episódios do fenômeno. Enquanto a Região Sul e parte do Sudeste podem registrar chuvas acima da média, o Norte e o Nordeste devem enfrentar períodos mais secos.
Entretanto, Márcio Bueno ressalta que esse comportamento representa uma tendência geral e pode sofrer variações. Em alguns anos, por exemplo, as áreas de maior precipitação avançam para estados como Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Além dos impactos ambientais, o fortalecimento do El Niño também pode afetar a saúde da população. O aumento das temperaturas favorece casos de desidratação, doenças cardiovasculares e problemas respiratórios. Por outro lado, períodos de seca e queimadas agravam crises de asma e alergias, enquanto chuvas intensas elevam o risco de enchentes, proliferação de fungos e doenças relacionadas à umidade.
Monitoramento e alertas serão fundamentais
Segundo especialistas, o Brasil dispõe de sistemas modernos de monitoramento meteorológico capazes de antecipar eventos climáticos severos. Dessa forma, acompanhar os alertas oficiais e investir em obras de drenagem, infraestrutura e prevenção torna-se essencial para reduzir os impactos provocados pelo fenômeno.
A Organização Meteorológica Mundial reforça que previsões sazonais e sistemas de alerta precoce desempenham papel decisivo na proteção da população e da economia. Assim, governos podem adotar medidas preventivas antes que os efeitos do El Niño se intensifiquem.






















































