Política

Aécio Neves desiste de disputar a Presidência e mira projeto para 2030

Aécio Neves desistiu de disputar a Presidência e afirmou que pretende fortalecer o PSDB e construir um projeto político para 2030

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou que não disputará a Presidência da República nas eleições deste ano. Em entrevista, o parlamentar afirmou que a polarização política dificulta o avanço de candidaturas de centro e, por isso, decidiu retirar seu nome da disputa.

Segundo Aécio, o cenário eleitoral está marcado por uma “armadilha da radicalização”, o que, na avaliação dele, reduz o espaço para alternativas fora dos dois principais grupos políticos. Além disso, o deputado afirmou que pretende concentrar esforços na reconstrução do PSDB e na elaboração de um projeto político para 2030.

PSDB deve apoiar candidatura de centro

Aécio afirmou que o partido discutiu a possibilidade de lançar uma candidatura própria à Presidência. No entanto, a legenda concluiu que seria difícil romper a atual polarização a poucos meses da eleição.

“O caminho natural hoje, depois de discutirmos até as possibilidades de uma candidatura, é o apoio a uma candidatura no centro. Mas o que nós percebemos é que, a três meses das eleições, ficou muito difícil furar essa bolha. Então, vamos dar um passo atrás para dar vários na frente e construir um projeto de Brasil a partir de agora”, declarou o deputado.

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Senado ainda está em aberto

O parlamentar também afirmou que ainda não decidiu se disputará uma vaga no Senado por Minas Gerais. Aécio ocupou o cargo entre 2011 e 2019 e disse que a prioridade, neste momento, é reorganizar o PSDB e ampliar a presença da legenda no cenário nacional.

Ciro Gomes foi cogitado pelo partido

Antes de avaliar uma candidatura própria, Aécio sondou a possibilidade de lançar o ex-ministro Ciro Gomes, que voltou ao PSDB recentemente. Entretanto, Ciro optou por disputar o Governo do Ceará, onde enfrentará o atual governador Elmano de Freitas (PT).

Deputado critica polarização

Durante a entrevista, Aécio avaliou que um eventual segundo turno entre os principais candidatos manteria o país dividido politicamente. Além disso, afirmou que essa polarização beneficia os dois polos e dificulta o fortalecimento de alternativas.

Na avaliação do deputado, o PSDB precisa investir na reconstrução da legenda para voltar a ter protagonismo nacional. O partido, que já governou oito estados e teve uma das maiores bancadas da Câmara dos Deputados, atualmente não administra nenhum governo estadual e conta com 18 deputados federais.

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