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Ataque dos EUA à usina nuclear é investigado pela AIEA no Irã

Foto: Reprodução

O ataque à usina nuclear de Darkhovin, no Irã, entrou na mira da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) neste domingo (19). O órgão das Nações Unidas (ONU), responsável por monitorar atividades nucleares no mundo, informou que apura relatos de um bombardeio contra o canteiro de obras da futura instalação nuclear, registrado durante a noite de sábado (18). Além disso, a agência confirmou que a estrutura ainda estava em fase inicial de construção e não armazenava material nuclear na última inspeção realizada por seus técnicos.

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Enquanto a investigação segue em andamento, a Organização de Energia Atômica do Irã atribuiu a ofensiva aos Estados Unidos. Segundo a agência estatal iraniana Mehr, o governo de Teerã condenou a ação, embora não tenha informado a data exata em que o suposto ataque teria ocorrido.

Ataque à usina nuclear amplia tensão no Oriente Médio

De acordo com a AIEA, a futura usina de Darkhovin ainda não representava risco radiológico, já que o local não continha combustível ou qualquer outro material nuclear durante a inspeção mais recente. Dessa forma, a agência concentra os esforços na verificação das informações divulgadas pelas autoridades iranianas.

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Além disso, o episódio ocorre em um momento de crescente instabilidade entre Irã e Estados Unidos. Nos últimos dias, os dois países intensificaram ações militares após o fracasso de um acordo provisório de cessar-fogo firmado há cerca de um mês.

Embora Washington ainda não tenha se pronunciado oficialmente sobre as acusações iranianas, o caso aumentou a preocupação da comunidade internacional diante da possibilidade de novos confrontos envolvendo instalações estratégicas na região.

Escalada do conflito preocupa mercado internacional

A nova troca de acusações também elevou a tensão no Estreito de Ormuz, considerado uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo. Por essa passagem estratégica circula uma parcela significativa da produção mundial de petróleo e gás natural destinada aos mercados internacionais.

Como resultado, qualquer aumento das hostilidades na região pode provocar impactos no comércio internacional de energia e pressionar os preços dos combustíveis. Além disso, especialistas acompanham os desdobramentos com atenção devido ao risco de ampliação do conflito.

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Enquanto isso, a comunidade internacional segue monitorando a situação. Organismos multilaterais e governos defendem esforços diplomáticos para evitar uma nova escalada militar no Oriente Médio e reduzir os riscos para a segurança regional.

AIEA acompanha desdobramentos

A Agência Internacional de Energia Atômica informou que continuará reunindo informações sobre o caso para esclarecer as circunstâncias do suposto ataque. Além disso, o órgão reforçou que seu trabalho consiste em fiscalizar instalações nucleares e verificar o cumprimento das normas internacionais relacionadas ao uso da energia atômica.

O governo iraniano mantém a acusação de que os Estados Unidos realizaram a ofensiva contra o canteiro de obras da usina de Darkhovin. Até o momento, porém, não foram divulgadas evidências públicas que confirmem a autoria do ataque, e a investigação da AIEA permanece em andamento.

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