O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) oficializa neste sábado (25) sua candidatura à Presidência da República durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), realizada no Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. O evento reúne lideranças do partido, aliados políticos e convidados internacionais. Além disso, marca o início oficial da campanha presidencial do parlamentar, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para liderar o projeto político do bolsonarismo nas eleições de 2026. Entretanto, o senador chega à convenção sem um candidato a vice definido e ainda sem uma aliança formal com partidos do Centrão.
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Entre os participantes da convenção estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o presidente da Argentina, Javier Milei, além de uma participação em vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Conforme a programação, o encontro simboliza o lançamento da candidatura e busca demonstrar unidade entre os principais nomes ligados ao grupo político.
Flávio Bolsonaro enfrenta desafios na campanha
Desde que anunciou sua pré-candidatura, em dezembro de 2025, Flávio Bolsonaro enfrenta uma série de desafios políticos. Ao longo dos últimos meses, o senador buscou construir uma imagem mais moderada para ampliar o diálogo com empresários, representantes do mercado financeiro e partidos do Centrão. No entanto, algumas declarações recentes colocaram essa estratégia em xeque.
Nesta semana, durante um encontro com diplomatas em Brasília, o parlamentar voltou a levantar dúvidas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. Como argumento, mencionou um suposto relatório da CIA e relacionou o sistema eleitoral brasileiro ao utilizado na Venezuela. Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu as afirmações. Dirigentes de partidos do Centrão avaliaram que o episódio dificulta novas alianças políticas.
Outro desafio envolve a composição da chapa presidencial. Embora ainda não tenha anunciado um vice, Flávio trabalha para indicar uma mulher ao cargo. A estratégia ganhou força após a crise pública com Michelle Bolsonaro. Depois do desentendimento, entretanto, o senador pediu desculpas à ex-primeira-dama, que aceitou a reaproximação. Como resultado, o nome da vereadora Priscila Costa voltou a ser cogitado para ocupar a vaga de vice-presidente.
Investigações e cenário político
Além das dificuldades políticas, a campanha também convive com investigações relacionadas ao caso Banco Master. Recentemente, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para apurar o repasse de recursos ao filme Dark Horse, produção biográfica sobre Jair Bolsonaro.
O senador afirma que não cometeu irregularidades e sustenta que os recursos discutidos eram privados e destinados a um projeto igualmente privado. Entretanto, novos documentos divulgados pela imprensa ampliaram a repercussão do caso. Em resposta, Flávio declarou ser alvo de perseguição política e criticou o tratamento dado ao episódio por parte de veículos de comunicação.
O parlamentar também enfrenta desgaste provocado pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Embora afirme ter atuado para evitar a medida, levantamentos apontam que o episódio impactou sua imagem e fortaleceu o discurso político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.




















































