O Rio Grande do Norte perdeu neste domingo (27) uma das figuras mais importantes da história do esporte paralímpico. Morreu, aos 75 anos, José Roselio Vilar de Queiroz. Zeca Vilar, como era conhecido o professor e técnico, dedicou parte de sua trajetória à formação de atletas com deficiência e ajudou a projetar o RN no cenário nacional e internacional do paradesporto.
“A importância de Zeca vai além da formação esportiva. Ele ajudou a criar uma cultura do esporte adaptado no RN e abriu caminhos para que pessoas com deficiência tivessem acesso ao esporte, ao treinamento de alto rendimento e pudessem chegar a competições nacionais e internacionais”, lembra Dário Gomes, presidente da Sadef (Sociedade Amigos do Deficiente Físico do RN), associação fundada por Zeca e que há mais de 3 décadas, promove a inclusão de PCDs por meio do esporte.
Foi sob a orientação de Zeca que um paratleta potiguar representou pela primeira vez o Brasil em uma competição internacional de natação: Gledson Soares, na década de 90. “Veio então uma geração de paratletas que levaram o nome do RN longe, como Genezi Andrade, Adriano Lima, Adriano Galvão, Francisco Avelino, Rildene Fonseca, Clodoaldo Silva, entre outros. Zeca teve o trabalho reconhecido e chegou a atuar como técnico da seleção brasileira de natação paralímpica”, recorda Tércio Tinoco, vereador de Natal que manifestou pesar pela morte de Zeca.
O velório de Zeca Vilar acontece nesta segunda, 27, às 8h, no Cemitério Morada da Paz, em Emaús. Às 15h, será realizada a missa, e em seguida, às 16h, a cremação.
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