O governo brasileiro negou a entrada de dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam visitar o país. Segundo informações divulgadas pela imprensa, eles buscavam uma reunião com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante a missão oficial.
A decisão ocorreu após o Itamaraty avaliar que a visita poderia ser utilizada politicamente durante o processo eleitoral de 2026.
Governo cita risco de uso político
De acordo com fontes diplomáticas, a comitiva pretendia discutir temas como integridade eleitoral, liberdade de expressão e liberdade religiosa com autoridades brasileiras, representantes da sociedade civil e líderes religiosos.
No entanto, o governo concluiu que havia risco de instrumentalização política da missão. Por isso, decidiu negar os vistos aos integrantes da delegação.
Governo poderá reavaliar vistos após as eleições
Segundo integrantes do governo, a negativa não impede definitivamente a entrada dos funcionários norte-americanos no Brasil.
Além disso, a equipe avalia um novo pedido de visto após o término das eleições presidenciais. Nesse cenário, o governo considera que o ambiente político será menos sensível.
Departamento de Estado nega interferência
Após a repercussão do caso, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que a viagem fazia parte de uma agenda rotineira.
Além disso, o órgão negou qualquer intenção de interferir nas eleições brasileiras.
Em nota, os representantes informaram que pretendiam discutir temas ligados à integridade eleitoral, à liberdade religiosa e à liberdade de expressão.
Ainda segundo o Departamento de Estado, as alegações de que a missão buscava influenciar o processo eleitoral brasileiro são “infundadas”.
Caso amplia tensão diplomática
A negativa dos vistos ocorreu poucos dias após Flávio Bolsonaro participar de uma reunião com diplomatas estrangeiros. Na ocasião, o senador voltou a criticar o sistema eleitoral brasileiro.
Segundo fontes diplomáticas, a proximidade entre os dois episódios influenciou a decisão do governo de barrar a missão americana.
Por fim, o caso amplia as tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos durante o período eleitoral. Ao mesmo tempo, o episódio intensifica o debate sobre a integridade do processo de votação e as relações entre os dois países.
