A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, desistiu de buscar um acordo de delação premiada e vai concentrar a estratégia na tentativa de anular provas reunidas nas investigações. A informação foi confirmada por interlocutores, em condição de anonimato, ao SBT News nesta quarta-feira (29).
A mudança ocorre após duas propostas de colaboração apresentadas por Vorcaro terem sido rejeitadas pela Polícia Federal (PF). A segunda delas, encaminhada à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2 de junho, foi recusada pelos investigadores por ser considerada insuficiente.
Dias depois, a PGR rejeitou a nova proposta. Segundo apuração do SBT News, a Procuradoria adotou o mesmo entendimento da PF e avaliou que o material apresentado pela defesa não trazia elementos novos que justificassem um acordo de colaboração.
Mesmo após as recusas, integrantes da PF afirmavam, em caráter reservado, que poderiam analisar uma eventual nova proposta de Vorcaro. Para isso, porém, o ex-banqueiro teria de apresentar informações consideradas realmente relevantes para o avanço das investigações.
As conversas sobre uma possível colaboração vinham ocorrendo ao menos desde março. No dia 23 daquele mês, o SBT News revelou que Vorcaro havia iniciado depoimentos formais à PF após assinar um acordo de confidencialidade, em uma etapa tratada como pré-delação.
Vorcaro está preso desde 4 de março, quando foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação da PF apura suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo o Master e outros crimes relacionados ao esquema.
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